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O Prato do Dia

O Prato do Dia

Setembro 19, 2016

Fernando Zocca

 

 

 

Tal qual na casa dos pobres, onde invariáveis são os alimentos componentes das refeições, nos pleitos, por absoluta miséria, os mesmos sabugos e pepinos se apresentam para a escolha da população.

A gente não tem necessidade de vereador. Precisamos de dinheiro. Sabe aqueles valores com os quais pagamos as contas do IPTU, da água? Então... Pra gente valem mais do que qualquer vereador.

Há quem concorde que votar em candidato fazendo dele vereador ou prefeito é a mesma coisa do que engordar o porco do vizinho.

Imagine quanto sobraria do seu salário se não tivesse a obrigação de pagar o IPTU, as contas absurdas, loucas mesmo da água e as taxas municipais.

Imagine o quanto sobraria dos seus ganhos, se ao invés dos 23 vereadores tivéssemos de colaborar com a manutenção de somente dois ou três.

A fórmula não é difícil: menos vereadores, menos salários, consequentemente menos impostos e como resultado final mais dinheiro no bolso do cidadão.

Entretanto não concordo com aqueles que afirmam ser a câmara municipal uma casa de caridade onde o povo sustenta picaretas estropiados.

Apesar disso tudo precisamos mudar algumas coisas. Uma delas é a obrigatoriedade do voto.  Direito não é obrigação. Você pode ou não exercer o seu direito. Ao contrário, obrigação deve ser cumprida, pois se assim não o for sujeita a penalidades.

Outra mudança necessária refere-se à reeleição. Esse fator precisa ser limitado. Uma das vantagens seria garantir a rotatividade nos cargos eletivos, muito próprio das democracias verdadeiras.     

Setembro 14, 2016

Fernando Zocca

 

 

Pouca gente conhece as causas que levam os considerados terroristas a atacarem os alvos nos Estados Unidos e na Europa.

Essa inquietação toda, a falta de sossego, a agitação, mais a disposição de vingança, agressão sem limites, baseariam-se, supostamente no fato de que foram os Estados Unidos e mais alguns países formadores da ONU, (Organização das Nações Unidas), que em 1948, criaram o Estado de Israel, justamente num território pertencente aos palestinos.

Daí você entende a declaração do Donald Trump que disse ser o presidente Obama o criador do Estado Islâmico.

Como a gente sabe o povo judeu não tinha território definido desde a destruição de Jerusalém, há muitos e muitos séculos passados, quando o Império Romano expandia-se pelo mundo.

Dispersos pelos países da Europa, da América, os judeus formavam uma nação que não tinha, como diremos... Casa própria.

Apesar de tudo isso outro fator surgiu para complicar ainda mais o problema: na década de 1930 o comunismo se espalhava no mundo como fogo na vegetação seca; então na Alemanha, e na Itália apareceram partidos dispostos a frenarem-no.

Com a iminente derrota e fracasso do nazifascismo os judeus foram cruelmente apenados, sofrendo nos campos de concentração, torturas terríveis e onde também milhões foram mortos.

O que na verdade ocorre atualmente entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos é a divergência das políticas que possam amenizar a questão do terrorismo.

Donald Trump, dos republicanos, é adepto da Teoria do Equilíbrio Internacional que primeiramente foi formulada objetivando a paz na Europa.

É a teoria da “paz armada” que segundo o professor Machado Paupério, citado na obra Teoria Geral do Estado, de Sahid Maluf, teria como provérbio o “lobo não come lobo”.

Essa teoria não impediu, entretanto que, em 1914 houvesse a eclosão da I Guerra Mundial.

Por outro lado, os democratas, liderados por Hillary Clinton, fazem crer, com as frequentes ajudas militares a Israel, que a teoria da força – a origem do Estado é a violência dos mais fortes - desenvolvida por Glumplowicz e Oppenheimer é a que prevalece devendo então Israel fortalecer-se e defender-se dos ataques frequentemente sofridos.

Na opinião de muitos observadores as tensões internas existentes nos países, sob a equivocada orientação militar, teriam melhor resultado, proporcionando mais progresso, harmonia, e paz social, se ao invés de dedicadas à destruição, às hostilidades, fossem elas dirigidas a educação dos seus jovens e crianças, no efetivo desempenho das artes.   

Setembro 10, 2016

Fernando Zocca

 

 

Ocupação de cargo eletivo não se assemelha ao casamento. Isto é, quando o candidato considera a sua relação com o cargo público semelhante à que tem na do casamento, as surpresas via de regra, não são diferentes destas que estamos acostumados a ver diariamente na mídia.

A eleição é a oportunidade que o povo tem de reformar as estruturas de um edifício que podemos chamar de a casa de todos.

Ninguém, em sã consciência, usaria material usado na reforma da sua propriedade.

Muito menos, aqueles que estariam construindo prédios novos, teriam a coragem de utilizar material de péssima qualidade.

Tanto no caso da reforma, quanto da construção de edifício novo, os resultados seriam desastrosos.

No plano da construção civil a gente pode observar os desabamentos frequentes, quando as normas não são obedecidas. Da mesma forma os desastres são comuns, quando ao reformar, uma construção usamos material reciclável.

Você teria coragem de utilizar fios velhos ao trocar a fiação elétrica da sua propriedade?

Os danos, tanto na construção civil, quanto na manutenção desse edifício denominado instituições políticas, são seríssimos.

Se por um lado o debacle na reforma ou edificação nova provoca danos materiais, pessoais, perda de tempo, lucros cessantes, o mal feito na esfera política prejudica milhões e milhões de pessoas.

Já imaginou no que poderia ser usado todo aquele dinheiro que os envolvidos na Lava a Jato desviaram da instituição Brasil?

Pense no que poderia amenizar o sofrimento da população mais carente a utilização, nos serviços públicos de saúde, saneamento básico, escolas, segurança e transporte, daquelas montanhas de dinheiro, hoje nas contas particulares dos espertos da nação.

Pense na quantidade de medalhas de ouro os atletas brasileiros conseguiriam com infraenstruturas, para treinamento, mais sofisticadas, só possíveis com muita verba.

Pense na posição do Brasil, no ranking mundial, dos países em desenvolvimento, que formam cientistas, doutores, prêmios Nobel de literatura, medicina, física, e contribuem para a melhoria da vida no planeta.

Pense na avaliação das empresas internacionais sobre o desempenho brasileiro na condução e desenvolvimento das suas políticas econômicas.

Pense, enfim, no quão melhor seria a vida do povo sem os ladrões que levam tudo pra si, sem deixar nada pra mais ninguém.

Por essas e mais outras razões é que a obrigatoriedade do voto deve ser banida bem como as possibilidades para reeleições sucessivas, serem restritas.   

Setembro 05, 2016

Fernando Zocca

 

 

A gente conta, falando ou escrevendo, tudo aquilo que vivenciou.

Como ninguém vive só, os acontecimentos são parte de um todo, que mais pessoas passaram juntas.

Então, a versão dos fatos pode não ser unânime, daí a tentativa de algumas, mais exaltadas, tentarem impedir que os outros saibam o que realmente teria acontecido.

Por exemplo: você acha errado dizer que quando era moleque “arrancava” minhocas na margem barrenta do ribeirão Itapeva, exatamente na confluência da Rua Ipiranga com a hoje Avenida Armando Salles de Oliveira, junto com seus vizinhos?

Eu posso não achar nada de errado nisso. Mas, porém, entretanto, pode haver alguém que, tendo muito a esconder, não se interessaria em saber disso, ou de ter a consciência de que outras pessoas da cidade também soubessem.

Você poderia se interessar em contar como, por vingança, o pai-fera da donzela linda, armaria ciladas, nas esquinas, para o menino travesso que, irrefletidamente, teria machucado levemente a filhota.

Se você não vivenciasse nada mais do que o fundão de uma cadeia, ou as camas de um hospital, acharia bacana falar sobre os véus das noivas, do riozinho mal-cheiroso, das aprontadas dos vereadores e políticos da sua cidade?

A não ser que você fosse uma pessoa bem falsa, desonesta, diria coisas para agradar a todos, a torto e a direito, mesmo sendo os ouvintes, aqueles que lhe deram os maiores prejuízos na vida.

Mas se você não é um bêbado, um deficiente intelectual, um zero à esquerda ou ágrafo, não teria razões muito poderosas para se calar.

Mesmo que esteja você interessadíssimo em arranjar mais um período de emprego para aquele seu colega, candidato a cargo eletivo, e que esse tal, discorde veementemente do que você tem a dizer, não considero de boa educação tentar, aos murmúrios e ás escondidas, danar praguejando, a todos os que teriam o que contar.

O gatinho escaldado tem medo de água fria. É bem difícil, quase impossível, a criança aceitar, depois de uma sova bem dada, qualquer carinho ou presente, por mais boa vontade que se demonstre no gesto.

Mas, meu amigo, console-se. Os espertos são assim mesmo. Quando não conseguem o que querem usando pancadas, violências, ajeitam tudo com os xavecos, os nhenhenhéns e o salve-se quem puder.

Saudações democráticas.     

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