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O Prato do Dia

O Prato do Dia

Outubro 31, 2016

Fernando Zocca

 

 

 

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E nem me diga o quanto a insônia, sinal de séria doença cerebral, atormenta a vida das pessoas que, infelizmente têm o azar de a possuir.

Para os que a sofrem, é menos preocupante saber serem portadores do mal, do que em como ocupar as noites que passam acordados, quando todos a sua volta dormem tranquilos.

Uns preferem, tal qual os besouros sinistros, vivenciar os momentos intermináveis da ansiedade noturna, com murmúrios chorosos, não raro, carregadíssimos de ódio jamais incontido.

Os monólogos choramingosos com que, por horas e horas a fio, pretendem aliviar o sofrimento, tomam o lugar dos conhecidíssimos e populares remédios soníferos, possíveis de aquisição, depois de algumas consultas com qualquer especialista.

Entretanto ninguém desconhece que, em algumas farmácias da vida, os optantes por dormirem, antes com a ajuda dos tais soporíferos, adquirem-nos sem nem mesmo o receituário dos doutores médicos.

Os atormentadores, conhecidíssimos dos parentes e amigos, por terem seus cérebros doentes, não desconhecem que as precipitações desses seus estados de inquietação provém dos hábitos equivocados, geralmente aprendidos com parentes mais velhos.

E o que interromperia o ciclo vicioso, doentio, do uso dos estupefacientes com mais eficiência do que uma temporada nos estabelecimentos especialmente feitos para isso?

Não é possível fechar as fábricas de cigarros, de bebidas, trancafiar os traficantes todos de drogas, terminar com os bares, impedir o comércio dessas coisas; mas a salvação do pobrezinho sofredor, que não tem quase mais nenhuma outra alternativa além dos choramingos murmurativos, usados bobamente no alívio dos seus sofrimentos, estaria em passar, com eficiência, por uma temporada de sossego, nas entidades especializadas, sob os cuidados do pessoal treinado para isso.

É preferível, mais sensato, dizer aos inquietos, insones perturbadores, que busquem tratamento médico do que, afirmando serem eles vagabundos, mandá-los trabalhar.  

       

 

Outubro 22, 2016

Fernando Zocca

 

 

As inobservâncias das leis, pelos agentes públicos eleitos, eivados de autoritarismo, contumazes praticantes dos abusos possibilitados pelo poder econômico e político, geram litígios no judiciário, propostos por todos os demais concorrentes prejudicados. Por isso mesmo é necessário muito respeito às leis. É mais econômico, saudável, pacífico e inteligente. Respeito é bom e todos gostam principalmente o cidadão eleitor, pagador dos impostos.

O indignado que clama por respeito às suas crenças deve antes de tudo, fazer um exame de consciência a fim de saber se respeita o seu vizinho, seus pais e as leis da cidade.

A responsabilidade torna-se mais grave quando os sujeitos, que solicitam respeito, são os eleitos para os cargos públicos.

Afinal, a ocupação de cargo não autoriza a ninguém a desmerecer os outros. Antes a dita autoridade, sustentada pelos que a desejam, deve mais respeitar do que ser respeitada.

Não é porque o eleito, ocupante transitório do cargo de mando, que professa esta ou aquela crença, pode impunemente desfazer, desmerecer ou denegrir a quem quer que seja.

Mais cuidado senhor prefeito, senhores vereadores. Além da riqueza material do município vossas excelências têm ainda a preocupação de manter límpida a imagem, e a honra da cidade que os sustenta.

Não é o cargo e muito menos a crença professada que os autorizaria a prejudicar moralmente a qualquer cidadão.

Torno a repetir: a legitimidade de um mandato não é honesta, digna e perfeita quando depende única e exclusivamente da morosidade do poder legal julgador.   

 

Outubro 20, 2016

Fernando Zocca

 

 

 

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Cabe à Igreja acolher os pobres oprimidos pelos abusos do poder econômico e político.

Entretanto quando o autoritarismo, na posse dos cofres públicos, torna-se o sustentáculo principal das entidades filantrópicas, favorecendo-as com os suprimentos necessários às necessidades das vítimas da miséria, a manutenção do status quo injusto tende a permanecer.

Aqui em Piracicaba o PSDB é catedrático nessas matérias específicas abuso de poder econômico e político.

Afinal foge muito da definição de abuso do poder político o desatendimento dos preceitos legais determinantes da execução de nova licitação no caso do término de contrato com empresa particular de coleta de lixo?

Recentemente por conta das inobservâncias das normas no processo licitatório, que tinha como objetivo a construção de prédio público, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou o candidato a prefeito, eleito no pleito recente, Barjas Negri, ao pagamento da multa de mais de 250 mil reais.

Além desta pena pecuniária o tribunal cassou-lhe também os direitos políticos por três anos.

Ocorre que essa decisão deve passar por nova análise nas instâncias superiores. Uma das consequencias disso é que antes mesmo do final do processo, o condenado poderá cumprir inteiramente o seu mandato (que se iniciará em 1 de janeiro de 2017) praticando todos os atos relativos ao cargo.

Entendem alguns sectários do senhor candidato eleito que os atos administrativos praticados por ele tais como licitações, decretos, portarias, assinatura de contratos, distratos não seriam anuláveis mesmo se, e quando, os tribunais superiores confirmarem a pena pecuniária e a da perda dos direitos políticos.

Aos que afirmam que o tal mandato seria mantido por chicanas, não restaria quase nada além da parabenização pelo acerto. Contudo não é auspicioso o governo que deve a sua legitimidade à morosidade do poder judiciário.

Outubro 18, 2016

Fernando Zocca

 

 

 

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Nunca antes, em toda a história de Piracicaba, sua situação política foi tão vexatória.

As irregularidades administrativas têm provocado tanta celeuma, confusão e complicações que a todo o momento, o judiciário é instado a intervir.

O problema maior, além dos que se tem conhecimento (sim, porque, certamente há fatos danosos ocultos, ainda dependentes de investigação), refere-se à construção das obras públicas.

Ou seja, a competição entre as empreiteiras, na disputa pelos serviços e suas vantagens, tem gerado polêmicas terríveis que só são desenredadas no judiciário.

No tempo da CICAT do saudoso Abel Pereira, era essa a única e exclusiva empresa capacitada – dizem que por suas colaborações nas campanhas do senhor Barjas Negri – a elaborar e realizar os desígnios relacionados ao concreto, à areia, ao cimento, à água, e à brita nesta cidade.

Não havia, segundo consta, outro empreendedor capaz e suficiente para ofertar preços, prazos e qualidade dos serviços, melhores do que a apoiadora das campanhas do senhor prefeito.

Ocorre que diante da evidência das irregularidades e injustiças dos fatos relacionados às licitações, todos os demais empreendedores capacitados a terem seus serviços aceitos pelo poder público, buscando no judiciário as reparações, obtiveram até o presente momento, a certeza de que estavam com a razão. Ou seja: havia realmente favorecimento irregular a algumas empresas, em prejuízo de todas as demais participantes das competições.

Tanto é assim que recentemente o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, numa decisão em um processo relacionado a esse tema, licitações, condenou o candidato a prefeito, eleito neste último pleito, ao pagamento de mais de 250 mil reais, cassando-lhe inclusive os direitos políticos.

Da decisão cabe ainda recurso à instância superior, mas sem dúvida nenhuma os fatos irregulares não deixaram de acontecer. Os males todos do Brasil não seriam tão prejudiciais, como nunca foram, quanto à corrupção no poder público.

Perceba a injustiça, o desequilíbrio, as causas todas das revoltas, dos descontentamentos e do insucesso do Brasil, quando uma só pessoa, ou um grupo delas, abarca para si, ou para alguém, os frutos da riqueza, que deveriam ser empregados no benefício de todos.

Como não ver e relacionar os maus tratos originados pela deficiência, miséria, carência, impingidos aos cidadãos, nos serviços públicos de saúde, da segurança, do transporte, da educação, com a opulência obtida por fraudes, de certos políticos e grupos empresariais?

Haveria forma de negar a existência de um nexo causal tão evidente?

Isso tudo, queremos crer, aconteceu até o presente momento, no Brasil, pela absoluta prevalência da impunidade.

A corrupção não é extinguível. Assim como certas afecções, por exemplo, a gripe, ela é sanável.

Desta forma, tanto os casos emergentes das afecções, quanto da corrupção, devem ser prontamente sanados, sob pena de, naquele, ocorrer o óbito do paciente e neste, a desagregação social.

Outubro 13, 2016

Fernando Zocca

 

 

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Hoje, 13 de outubro, pela manhã, quando me dirigia, pela Avenida Alberto Vollet Sachs, ao Parque do Piracicamirim, onde pratico a minha corrida diária, fui parado por um cidadão, durante a travessia da Rua Mário Lordello.

De longe eu observara a pessoa que vinha no sentido contrário, gesticulando de forma ostensiva.

Quase perto, ele erguendo o braço direito acima da cabeça, e fazendo com o indicador da mão direita, um gesto que parecia o bico de pássaro a bicar disse em tom choroso:

- Tem cigarro, aí?

Paramos então no meio da via. Batendo no peito, exatamente onde ficavam os bolsos das minhas camisas usadas no tempo em que fazia uso do produto, disse-lhe que havia parado de fumar há mais de 20 anos.

Em tom de lamento, o sujeito muito alto, magérrimo, já envelhecido, ostentando um bigodinho fino sobre o lábio superior, que aparentava não ter dormido durante a noite segredou-me:

- Sabe... Eu quando acordo preciso tomar um café bem forte... É pra poder fazer tôtô... Você entende? Acontece que depois do café vem essa vontade de fumar. Eu fiz isso durante muito tempo. De uma xicarazinha passei a tomar uma xícara grande, depois uma caneca, e agora, nem com uma leiteira inteira consigo soltar o tôtô...

- Ô loco, meu – respondi-lhe admirado com tamanha desenvoltura em confidenciar intimidades, no meio da rua, pra pessoa desconhecida.

- É verdade. Agora com essa PEC 241 já não tenho dinheiro nem pro café e muito menos para o cigarro. Veja só que situação – lamentou-se ele.

- Já experimentou Actívia? – inquiri preocupado com os carros que passavam por nós estancados no meio da via.

- Não adianta. Não sai – respondeu ele triste.

- E o Almeida Prado 46? – insisti.

- Necas de catibiriba. Nada a ver. Veja a minha barriga, inchadíssima – garantiu o consulente passando a mão sobre o ventre coberto com uma camisa surrada, mantida por fora da calça.

- Mas tem um troço que não falha mesmo. Você deve conhecer: é o Lacto Purga.

- Nossa. Imagine. Não me fale. Esse eu já tomei, conheço muito. Mas nem que eu consuma feito pipoca não resolve mais a questão.

- Então não sei meu amigo... Procure um médico... Quem sabe? – disse eu tentando finalizar a conversa.

- Já fui ao médico e ele me mandou andar. É por isso que estou aqui. Eu ando. Mas pelo jeito não vai resolver. Isso é bem ridículo. Imagine o carma dessa gente: têm que andar todo dia pra se livrar da prisão perpétua do ventre – resmungou o sujeito em tom de revolta.

- É assim mesmo. Fazer o quê?

Quando nos separávamos, seguindo cada um o seu caminho ele me perguntou:

- Você vai ao Parque do Piracicamirim?

Diante da minha resposta afirmativa ele emendou:

- As privadas lá estão todas entupidas. Algum fracassado em fazer tôtô, com raiva de quem faz, deve ter descontado nos banheiros. É tôtô pra todo lado. Inundação total – concluiu o esquisitão rindo e se afastando.

Reiniciando a minha caminhada pensava nos danos que podem provocar as frustrações de quem não consegue fazer quase nada. Nem mesmo uns míseros tôtôs todos os dias.     

Outubro 12, 2016

Fernando Zocca

 

 

Aquele velho conceito de que se deve respeitar as pessoas do jeito que elas são, e que não seria muito legal, tentar mudá-las é muito relativo.

Desta forma como respeitaríamos alguém que subtrai para si, ou para outrem, a coisa alheia móvel, ou pratica atos libidinosos, diversos da conjunção carnal, com quem não teria idade pra isso, ou se se negasse a aceitá-los?

Portanto nem sempre podemos concordar com as pessoas do jeito que elas são, e precisamos sim, tentar modificá-las. Afinal as instituições escolares, da segurança, e da saúde pública não estão aí para isso mesmo?

Entretanto haveria a necessidade da estrita observância da dosagem equilibrada nas reações, na aplicação das penas, pela sociedade, naquelas ocorrências que transtornam infindavelmente, o ambiente do bairro.

Quem não garantiria a existência do exagero no ato de sacar uma espada enorme para a eliminação duma mosca?

Abrindo agora a nossa lente, buscando a visão mais panorâmica da sociedade, como aceitar e respeitar, a política que, a fim de preservar a coesão interna do partido político, prefere manter decisões altamente nocivas para a população toda?

Como pode uma sociedade consciente, sã, aceitar como boas, procedentes e favoráveis ao progresso, as razões de uma determinada classe social, duma categoria profissional, a fim de que não haja, na cidade, um curso de medicina?

Como não notar as frequentes condenações ao chefe do executivo, pelos tribunais superiores, que diante das queixas frequentes, sobre irregularidades nos atos licitatórios, denunciadas por participantes preteridos, ensinam pacientemente como a lei deveria ser cumprida?

Portanto aquele velho e surrado conceito de que as pessoas precisam ser respeitadas, e que não seria bacana, tentar mudá-las é bem duvidoso. Depende muito do que elas fazem. A árvore boa não produz frutos maus.

O progresso numa cidade não deve, e não pode favorecer somente aos integrantes do grupo no poder.

O ensino universitário, o direito à saúde, à segurança, ao trabalho, são garantias constitucionais, e ao governo, não fazendo nada mais do que a sua obrigação, convém assegurar que sejam exequíveis.  

Outubro 08, 2016

Fernando Zocca

 

 

Em decorrência das irregularidades no processo licitatório cujo objetivo era a construção de edifício a ser utilizado pelos munícipes, o Tribunal de Justiça condenou o candidato a prefeito eleito Barjas Negri, suspendendo-lhe os direitos políticos e multando-o em R$253.500,00.

O processo de suspensão foi originado na licitação efetuada em 2006, quando o então candidato era prefeito da cidade.

Os equívocos praticados na licitação levaram os julgadores a consideraram a ocorrência da improbidade administrativa, razão pela qual sujeitaram o réu às condenações a ele aplicadas.

A suspensão dos direitos políticos pode impedir a posse do condenado, no dia 01 de janeiro de 2017.

Entretanto em observância ao duplo grau de jurisdição, isto é, na existência das disposições legais admissíveis de reexame da matéria, pode o condenado submeter as queixas todas contra ele lançadas, a novo julgamento.

Esse fato, em tese, possibilitaria a posse do processado, visto que a sentença que lhe cassou os direitos políticos só seria executada depois do chamado trânsito em julgado, ou seja, depois de esgotados todos os recursos previstos na lei.

Entretanto efetivada a posse, e em sendo confirmada a sentença condenatória, que lhe cassou os direitos políticos, o ato de investidura no cargo poderá ser anulado.

Havendo a anulação da posse, define a lei a quem caberia a direção da cidade: se ao vice, ao candidato segundo colocado nas eleições, ou se haveria a determinação de um novo pleito.

Os procedimentos licitatórios envolvem vários e vários competidores concorrentes. A inobservância das regras prejudica, além de todos aqueles preteridos deslealmente, quanto a credibilidade das instituições.

Esses acontecimentos em Piracicaba não deixam de estar inseridos no contexto nacional. Tanto em Brasília quanto no interior de S. Paulo essas ocorrências são mais o resultado da longa permanência de um mesmo grupo no poder do que na impraticabilidade das investigações e punição dos delitos.

Neste sentido o candidato Barjas Negri ganhou, mas pode não levar. Júlio Prestes manda lembranças.  

Outubro 03, 2016

Fernando Zocca

 

 

Educação, meu amigo, se não é tudo, ajuda muito na convivência. A educação norteia as pessoas. Ela ensina que devemos respeitar os mais velhos, os vizinhos, sermos gentis e não jogarmos nada, nem mesmo pedras nos quintais alheios.

Faz parte da educação segurar o cachorrinho, pelas manhãs, impedindo-o de avançar nos transeuntes. Existem cães dóceis, mas também os doidos, os demoníacos, que, se se assemelhassem aos seus donos, dar-nos-iam a ideia de como seria o goiabão enrustido por trás do agressor peludo.

Mas afinal, o que desejam essas criaturas? Alguém se proporia a lhes dar amor?

Eu já digo que não posso. Sou casado. E faz tempo.

Na manutenção da paz num quarteirão é necessário também o sujeito ser mais homem, menos macho.

Afinal, macho é o cachorro doido que ataca a qualquer um sem saber o que está fazendo. Homem não é o ser humano que ao ouvir uma reclamação do vizinho, incomodado pelo bater desnecessário do portão da sua casa, esbugalha os olhos, torna-se lívido, expele baba pela boca e ameaça agredir.

Isso não é homem. Isso é fera, e fera, meu amigo, carece de educação, da aprendizagem dos bons modos. Não se sabe ainda como fazer isso. O sujeito vem do berço bem ruinzinho e, em sendo macho, muito macho mesmo, quer espancar a quem se propõe a dizer que não bata com tanta força aquele seu maldito portão.

Numa cidade em que a educação não merece tanto respeito, numa cidade em que a segurança pública é ínfima, inoperante, disfuncional, não se pode esperar quase nada que não seja desaforo.

O nível de escolaridade da maioria dos cidadãos de alguns bairros periféricos comuns é tão baixo que os impede de distinguir entre o que seria sensato ou não. Alguns atribuem a essa dificuldade de adaptação as novas situações à herança genética ruim.

O camarada vem de núcleo familiar diverso, onde impera a agrafia, o alcoolismo, as doenças genéticas e ainda assim pretende determinar a forma correta de agir no quarteirão.

Conhece aquela história do Romário que no ônibus, antes da viagem, para a cidade onde enfrentaria o time adversário disse ao jogador novato no clube: - Que é isso, cara? Chegou agora e já quer sentar na janelinha?

Desta forma suporte então o som alto depois do horário determinado na lei, recolha as pedras e a merda que lançam-lhe no quintal, pense duas ou três vezes para dizer bom dia ao valentão que trafega a pé na rua, do alto daquela estatura de Golias.

Aguente a doidinha maledicente que faz de um lavar a bunda cagada, e o peito vomitado, como abuso sexual.

É difícil saber pra que serve um governo que prioriza a construção civil em detrimento do esclarecimento dos entrevados.        

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