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O Prato do Dia

O Prato do Dia

Janeiro 29, 2017

Fernando Zocca

 

 

 

 

É muito comum, os políticos espertos, oportunistas, facilitarem por meio da revelação antecipada da solução das provas, o ingresso nos serviços públicos, a centenas de simpatizantes, que em troca, lhes garantem reeleições por dezenas de gestões sucessivas.

O resultado dessas fraudes, dessa venalidade, é a perpetuidade do mando, com o enriquecimento de uns poucos eleitos, enquanto que a miséria, o subdesenvolvimento, a doença, e a desinformação são suportadas pelo resto da população.

A vitaliciedade do que deveria ser transitório, essa injustiça, gera muita revolta com desordens sociais notórias.

É muito próprio, então, para esses tipo de autoridade, a busca constante do cerceamento das liberdades, da sufocação das manifestações ou tendências contrárias ao que ela pensa.

Logo, a queima, a destruição, mutilação de livros, das obras de arte, nos dizem que os atos diversos, do que determina a tal autoridade política perpétua, são condenáveis e passíveis de punição.

A queima de livros em praça pública, como fizeram os nazistas, o empastelamento de jornais, comuns durante as ditaduras brasileiras, a destruição dos grafites recentemente em São Paulo, a invasão de computadores e o apagamento de blogs, são as atitudes dos preconceituosos com sérias dificuldades para ouvir e compreender ideias diversas.

Janeiro 24, 2017

Fernando Zocca

 

 

 

Ford 1929 amarelo.jpg

 

Fui hoje (24/01) correr logo de madrugada. O dia ainda não havia nascido e eu já estava a caminho da pista do Piracicamirim.

Quando, saindo da Rua Pascoalina Orlando, entrei na Alberto Volet Sachs, vi-me atrás de dois sujeitos que, com mochilas nas costas, bonés ornamentosos, calças jeans e chinelos, caminhavam diante de mim, conversando despreocupadamente.

Foi quando um deles falou:

- Eu acho que quero ser vereador. O que você me diz?

- O quê? Como assim? Você é retardado... Você é professor cara! Imagina se teria capacidade pra viver contando mentiras. Que eu saiba você só fala a verdade.

- Bom, mas também não é assim, né? Eu tenho dois ou três carros. A minha campanha vai ser muito intensa. Posso até ganhar.

- Loroteiro. Só isso. Todo mundo está falando que esse cargo que você tem, de professor, sei lá... Diretor de Escola... Quem lhe arranjou foi o filho gay da vereadora pé de chinelo que você teve que namorar.

- Ah, não. Isso não. Tudo, menos isso. Eu sempre fui amigo daquele deputado federal, que você conhece muito bem, mas nunca paguei pra passar nas provas. É claro que tem disso; nos vestibulares; no serviço público também. A minha vizinha, por exemplo, conseguiu um “cargão” no INSS comprando os gabaritos das provas. E ela até já aposentou. A mamata é boa, existe, mas não é pra qualquer um.

Os dois falavam, caminhavam e quando chegaram à esquina da Rua Humberto Palma, um deles falou:

- Está vendo esse sobrado aqui?

Diante da concordância do parceiro o informante, que parecia saber tudo continuou:

- Aqui, há alguns anos era um bordel, um randevu. Conheci uma garota, meio fofinha, mas muito gente fina, filha de grã-finos que, por ter o pai falecido, deixando a família na pindaíba, precisou se prostituir. Quase ninguém a escolhia. Era muito gorda. Depois, fiquei sabendo, ela começou a frequentar o Genaro, lá na Av. Cruzeiro do Sul.

- O puteiro chique?   

- É. A mina ficou lá até arranjar namorado. Imagine que ela conseguiu casar!

- Que sorte, mano.

- Hoje ela tem até filho.

Enquanto os dois, parados na esquina, trocavam informações eu passei rapidinho. Precisava chegar ao parque antes que amanhecesse o dia.

E foi o que aconteceu. Dei as minhas costumeiras dez voltas e, de volta pra casa, achei que não seria nada mal rever meu álbum de fotos. Lá estava o velho opala amarelo 1972, por quem nutri, durante muito tempo, um especial e carinhoso afeto.

 

Janeiro 18, 2017

Fernando Zocca

 

 

ônibus.jpg

 

Ele foi filho duma empregada doméstica. O pai era solteiro e punido sob a acusação de fraudes no Correio, mas seu avô, pai do seu pai, era desembargador.

Esse é o começo da vida do escritor português Camilo Castelo Branco, nascido em Portugal aos 16 de março de 1825 e falecido no dia 1 de junho de 1890, aos 65 anos de idade.

Quem quiser saber mais sobre esse notável e talentoso autor português basta buscar, como eu o fiz, lá na biblioteca pública, os livros que ele escreveu.

Você pode objetar dizendo que não é preciso, nestes dias atuais, ir às bibliotecas para saber deste ou daquele assunto, já que pelo Google o mundo inteiro, tudo, o imaginável e o inimaginável, podem ser acessados e conhecidos. Mas eu digo-lhe que o material impresso concede-nos certa segurança, certeza, que o mundo virtual não consegue, por enquanto, inspirar.

De Camilo li e gostei do Amor de Perdição, que recomendo ao pessoal chegado aos prazeres da boa leitura.

Depois de ter ido devolver o livro, pensei em fazer, de ônibus, o trajeto de volta para casa. No terminal central, com sorte, consegui um assento na jardineira, que já se mostrava completamente lotada.

Ao meu lado estava sentada a moça alta, forte, loura, olhos claros, que manejando um celular, indicava estar alheia ao mundo em redor.

Pela força com que ela mascava o chiclete notei que estava bem tensa. E esse nervosismo manifestou-se, quando o ônibus, já em movimento, chacolejava ao passar pelos buracos da via.

Depois de uma sacudida mais forte, ela tirou os fones do ouvido e botando o telefone na bolsa foi logo desabafando:

- Olha, não quero ser chata, mas a situação política atual é mais ou menos esta: o sujeito quando criança foge da escola com a desculpa de ter de trabalhar. Na verdade por motivos que não convém dizer agora, a criança ou adolescente são expelidos do nucleozinho educacional, indo pra lugar nenhum, sem ter o que fazer. Quando cresce, por uma fatalidade qualquer, é eleito pra fazer leis, isto é, dirigir os destinos daqueles que teriam sido seus professores. Mas se como o cidadão mal sabe escrever o próprio nome, o que faria ele de útil no meio do cipoal, emaranhado burocrático, rançoso e até desnecessário, duma cidade carente da realidade menos chauvinista?  Bom, daí surgem então os gênios formados numa das maiores sinecuras desse nosso querido Brasil, propondo a criação duma escola pra vereadores. Vá vendo... Então o eleitor conclui que vale mesmo a pena deixar de estudar quando criança porque pode ser eleito e aprender, depois de velho, o beabá, na câmara municipal, recebendo ainda de quebra, o dinheirinho pago por quem contribui reiteradamente com o IPTU e outras imposições. Morou? Agora perceba que o chauvinismo aqui é muito próprio da mentalidade dos espertos que, exercendo uma espécie de penitência, se prestam a tecer loas em troca da remissão dos crimes que cometem. Prevejo que a estupidez, a imbecilidade, e a grosseria, muito comuns por aqui, tenham agora, com a reeleição, destes mesmíssimos e contumazes senhores, os bafejos revigorados, recrudescidos e fortalecidos. Com essa conversinha, esse papozinho, dessa gente recém-eleita, muito pouco se poderá fazer na transformação, desta terra de bosta, em algo mais significativo para o Brasil.

- Sem duvida nenhuma – disse eu à jovem, me levantando e dando, logo em seguida, o sinal para que o ônibus parasse.  

 

Janeiro 12, 2017

Fernando Zocca

 

 

 

Tumulos.jpg

 

É muito comum a violação de túmulos no cemitério da Saudade. O uso dos despojos em rituais macabros ou outros, também não condizentes com a boa saúde mental, indicam ser a vigilância ou a evitação dos crimes bastante deficientes.

Além da violação das sepulturas, com o vilipêndio aos mortos, há também os furtos das placas de bronze, imagens, e até portas de algumas tumbas.

O ideal seria realmente buscar medidas impeditivas que pudessem minimizar a ocorrência destes tipos de vandalismo criminoso.

Mas quando você se lembra que até as pirâmides do Egito antigo, feitas com o objetivo de preservar os corpos dos faraós mumificados, e as riquezas com eles enterradas, foram violadas, fica difícil crer que possa haver formas seguras para conter as insanidades.

A maldade humana pode superar qualquer sentido de respeito aos falecidos, induzindo ao cometimento desse tipo de ação delitiva.

Particularmente o túmulo onde estão os restos mortais dos meus parentes foi objeto de inúmeras violências. Numa delas até a foto do caixão aberto, jogado na ruazinha, defronte a campa, foi publicada num jornal aqui da cidade.

Se você passear pelo youtube pode encontrar vídeos de túmulos vergonhosa, covarde e absurdamente violados.

Há algum tempo pensa-se na implantação dos serviços funerários municipais de cremação.

Essas administrações representativas dos mesmíssimos senhores políticos, há tantos e tantos anos no poder, bem que poderiam, pelo menos, demonstrar certo interesse na manutenção, no zelo, pela conservação e boa administração, da tão importante instituição, o cemitério.

Vamos dizer a que viemos?

Vamos trabalhar gente?   

Janeiro 09, 2017

Fernando Zocca

 

 

 

No início da década de 1990 internei-me no hospital Santa Mônica com o objetivo de, por meio da cirurgia, ter retirados alguns cálculos biliares.

O estabelecimento ficava na Rua Fernando Febeliano da Costa entre a Avenida Carlos Botelho e a São João. Defronte à entrada principal, do outro lado da rua, havia um ponto de táxi.

Ingressei na tarde do dia anterior ao que se realizaria a operação. Submeti-me à pesagem, à raspagem dos pelos pubianos, daqueles do abdome, e a uma rigorosa higiene geral.

Durante o tempo de espera pude perceber que o hospital estava lotado. Havia parturientes, crianças recém-nascidas no berçário, idosos em recuperação, pacientes que se recompunham de infartos, derrames cerebrais, além dos profissionais que iam e vinham numa azáfama pra mim bem complicada.

Na manhã seguinte fui conduzido, na maca, para a sala de cirurgia. Colocado sob o holofote da mesa especial, cercado por médicos e enfermeiros paramentados com as vestimentas brancas, um deles se aproximou e me perguntando o nome emendou:

- Tem ouro? Prótese dental?

Diante da minha negativa, com uma injeção na veia do braço direito, senti que apagava lentamente.

Acordei muitas e muitas horas depois no quarto, sentindo dores terríveis. Havia um cateter nasal, um na uretra e, no braço esquerdo, outro, fincado na veia, que me nutria com soro. Passei uma das noites mais dolorosas da minha vida.

Um pouquinho antes do amanhecer, daquele primeiro dia após a cirurgia, do lado de fora, vindo do ponto de táxi, rojões explodiam durante minutos intermináveis.

A moça que viera trazer o café da manhã (chá e bolachas) respondendo à minha interrogação sobre o bombardeio, dissera-me que era muito comum, frequente, um dos motoristas espantar com as bombas, logo que chegava pela manhã, ao serviço, os pássaros que dormiam nas árvores, porque não teria que lavar, repetidas vezes, o teto do seu automóvel, por causa das evacuações matinais dos tais bicudos emplumados.

Ou seja, para aquele taxista, pensei comigo, valia muito mais o teto limpo do seu carro, conseguido com as explosões matinais, do que a paz, a tranquilidade da centena de pacientes internados, naquele hospital.

A moça me dissera que já houvera reuniões da diretoria sobre o assunto e que aquele conflito poderia ser resolvido com três soluções diferentes: a primeira seria a mudança do ponto de taxi; a segunda, com a mudança do hospital, e a terceira, com a educação do tal bombardeador.

Se o sujeito fazia isso quando era taxista, imagine o que não faria se tivesse um cargo eletivo, por exemplo, de vereador, presidente da câmara municipal, ou prefeito.

Esse tipo de personalidade é daquela que não se importa muito com todos os outros. Temos exemplos notórios recentes. Ninguém se esqueceu que durante a gestão passada, quando vereadores da situação, para manterem a coerência partidária, defenderam injustiças cometidas pelo SEMAE (autarquia municipal), que cobrava preços absurdos, injustos, pelo uso da água.

Quem sofreu com as burradas legislativas da gestão anterior, se não atentar para as ações desta atual, não terá, com certeza, mais satisfações do que as que teve com aquela que se foi.

Bom, só pra deixar bem claro, pros meus leitores, devo informar que a solução para aquele conflito gerado pelos pássaros e as bombas, foi resolvido da melhor forma: com a mudança do hospital.    

  

Janeiro 04, 2017

Fernando Zocca

 

 

 

Rua do Porto 27 de janeiro de 2016 032.JPG

 

Piracicaba é uma cidade linda. Mas também tem os seus problemas que não são poucos.

Para que o local, onde vivemos, possa ser cada vez melhor, a todos os que nele vivem, seria bom que não nos descuidássemos das atenções e dos bons tratos.

Temos notado, pelas pesquisas e reportagens exibidas na mídia, que a expectativa de vida das pessoas tem aumentado, com o passar do tempo, devido inclusive às conquistas das técnicas médicas, farmacológicas e a difusão do conhecimento.  

Desta forma o aumento da quantidade de pessoas idosas, logo equipará essa categoria às das pessoas adultas e até das mais jovens.

Assim logo a cidade terá tantos idosos quanto adultos, adolescentes e até crianças.

Portanto as áreas de lazer destinadas aos passeios ao ar livre, que oferecem possibilidades para as caminhadas, as corridas, e ao uso dos equipamentos para os exercícios musculares, precisam ser constantemente zelados.

Pode ser que seja pelo motivo da transição no comando da prefeitura que até o presente momento alguns cuidados com a manutenção dos Parques do Piracicamirim e do Santa Cecília não estejam a contento.

Por exemplo: o alambrado da quadra de basquete e futebol de salão, do Parque do Piracicamirim, está totalmente arrombado. Ausentes também estão as redes das tabelas onde o pessoal joga.

No Santa Cecília a ausência do equipamento para os exercícios musculares já causa estranheza.

Não existe neste belo parque os bancos onde possam as pessoas eventualmente descansar observando a paisagem.

Vindo alguém de longe não poderá permanecer por mais tempo do que os usados nos seus ciclos metabólicos. Ou seja, na continência de fazer o número 1, o 2, ou ambos, deve sair rapidamente para não constranger ninguém ao ter de aliviar-se sobre a vegetação.

As lixeiras poderiam ficar mais distantes da torneira e do equipamento de ginástica.

No parque do Piracicamirim, entretanto, há um chuveiro onde os atletas poderão, depois das atividades físicas, refrescar-se.

 

Janeiro 03, 2017

Fernando Zocca

 

 

O difícil numa cidade democrática é saber que os valores pagos por IPTU (imposto predial e territorial urbano), Taxa de Iluminação pública, Taxa de poder de Polícia, ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) servirão para alimentar aqueles em que você não votou; que não te representam.

Na verdade seria até bom que os eleitores responsáveis por seus candidatos os financiassem durante todo o tempo dos seus mandatos. Votou no cara? Sustente-o então!

Não é estranho, nunca foi, assassinos serem eleitos com a promessa, aos que o elegeram, de que eliminarão este ou aquele cidadão.

Logo nos primeiros dias do mandato você já pode ficar sabendo a que veio o tal bandido.

É tem cada um, meu amigo, que vou te contar... Depois que o tal é eleito, reveste-se de uma aura de seriedade, sisudez, importância e circunspecção que torna até difícil pra quem vê, de longe, imaginar o quão desgraçada e nociva teria sido a tal criatura antes dos votos.

Você conhece uma cidade pelo que ela tem, pelo que ela representa; e isso depende muito da sua administração. Se a tal for medíocre não deixará de apresentar os benefícios que a maioria das cidades possuem. Ou até menos.

Piracicaba carece, neste momento, de serviços de taxi alternativos, como por exemplo, o UBER.

Há muito se fala nos serviços funerários de cremação.  Mas só se fala. Entre o falar e o fazer a distância é muito grande.

Por exemplo: na área de lazer do parque Santa Cecília havia a promessa de que até o final de dezembro seriam instalados os equipamentos da academia ao ar livre.

Mas e se os proprietários das academias particulares financiaram a campanha do eleito? Você acha que o prefeito atenderia aos interesses da população daquela localidade, contrariando os dos financiadores?

Vereador bom, meu amigo, não procura perseguir ninguém por ter esta ou aquela opinião contraria aos que estão no poder.

Se não tem o que falar, não tem o que fazer, seria melhor ficar quieto num canto, como sabiamente o fez a Ilustríssima Madalena durante todo o seu profícuo e honroso mandato.   

Janeiro 01, 2017

Fernando Zocca

 

 

 

Longe de mim incentivar a prática de soltar balões; é um delito e não seria minha intenção promover ilicitudes. Mas o que derruba avião é a negligência no trato com o aparelho, ou a revista nos passageiros. Até o presente momento os balões não teriam nada a ver com os desastres.

Mesmo assim os responsáveis precisariam de mais cuidado na condução das suas coisas, dos seus negócios, pois não custa quase nada começá-los erradamente.

E você já sabe: o que começa errado tem muita possibilidade de terminar de forma também não correta.

Agora, não seria outra coisa, além dum absurdo abominável, o responsável pela condução do desencadear dos fatos, se mostrar inclemente com alguém que se equivocou, num ou noutro momento, trocando, por exemplo, os passos na marcha cadenciada.

Diz o bom senso, e a experiência de longa data, que o “chamar a atenção”, daquele que se engana, é mais salutar quando feito em particular e não publicamente.

Afinal, se quando o condutor inicia de forma errada a condução, não reconhecendo o erro, e tendo ainda a coragem de corrigir alguém diante de todos, não estaria agindo como o tal que vê o cisco no olho alheio, mas não vê a trave imensa no seu?

A quem comanda cabe o estar atualizado com as informações sobre os fatos que o orientam. Entende?

Condenável mesmo é o “balão de ensaio” no sentido de notícia falsa, enganosa, equivocada, perpetrado por jornal mal intencionado.

E se você particular e discretamente chama a atenção do faltoso e este responde com aqueles típicos raciocínios, próprios das personalidades negligenciadoras, meu amigo, pode ter a certeza de que você precisará se utilizar duma leve e singela admoestação pública.

Menos nocivo é o verde balão de oxigênio utilizado na cabeceira da vovozinha durante seu estertor.   

 

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