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O Prato do Dia

O Prato do Dia

Junho 27, 2017

Fernando Zocca

 

 

 

Germana.jpg

 

Alguns compromissos são excludentes: ou seja, ou você se dedica a um, e deixa o outro, ou se dedica ao outro, deixando o um.

No meu caso me propus a ler alguns livros, ponderados pelos galhofeiros de plantão, como “leitura pesada”.

Considerando o prazo da devolução ao local, de onde foram emprestados os livros, as mais de 900 páginas de cada volume, consomem o tempo que não pode ser empregado em, por exemplo, contar algo sobre o que poderíamos estar fazendo.

Você sabe meu querido leitor, que a leitura duma boa obra, pode transformar a forma de pensar das pessoas e se isso ocorre certamente o comportamento segue junto.

A gente sabe também que o tempo é um só pra todo mundo. Ou seja, quando nos dedicamos a uma determinada atividade, certamente, outras concomitantes – ao mesmo tempo - não serão possíveis de se realizarem.

Se passarmos o dia todo, e grande parte da noite, maldizendo alguém, com certeza ocuparemos os momentos com outra coisa que não nos pode ser útil como, por exemplo, planejar as finanças da empresa, ou em como alugar aquele imóvel nosso que não desempaca nem que a “vaca tussa”.

Quando nos dedicamos a demonizar, desmerecer ou impedir o progresso das pessoas, aquele tempo todo usado não serviu para a aprimoração do nosso espírito e consequentemente das nossas atitudes.

Certamente você já ouviu, viu e recebeu os conselhos de não falar ao celular enquanto dirige seu veículo automotor.

A causa desses cuidados todos consiste em serem as atividades incompatíveis entre si. Ou seja, o fazer as duas ações ao mesmo tempo pode causar prejuízos materiais e pessoais a quem os pratica ou aos outros.

Da mesma forma são incompatíveis o assoviar e o chupar cana no mesmo instante.

Não podemos concordar com aqueles que afirmam ser o equipamento genético de certas pessoas incompatível com a compreensão das boas palavras, da mesma forma que o chassi dum Fusca não suporta, e nem teria um bom desempenho, se fosse equipado com o motor duma Ferrari da Fórmula Um.

Em minha opinião todos têm certa noção, equilíbrio e bom senso para diferenciar o que faz mal e o que faz bem; o que é maléfico ou o que seja benéfico.

Entretanto, meu caro amigo, existe personalidade que, mesmo sabendo que suas atitudes são danosas para si, e para os que lhe estão no entorno, não deixa de praticar seus atos prejudiciais.

É uma pena.    

   

Junho 12, 2017

Fernando Zocca

 

 

Símbolo da Medicina.jpg

 

Olha, meu amigo, médicos não podem ser, na minha opinião, titulares de sinecuras.

Nos prontos-socorros, hospitais municipais, estaduais ou federais, o profissional que se compromete a atender e cuidar dos pacientes, na sua grande maioria, cidadãos eleitores desfavorecidos financeiramente, não pode, sob penas gravíssimas, simplesmente aparecer, marcar presença e sumir.

Além de ser um crime contra a organização do trabalho, a saúde pública, e a ética médica toda, não deixa de exacerbar a extremada canalhice do sujeito.

Como é que se sente o médico que, praticando o absenteísmo voluntária e dolosamente, tem a coragem de apropriar-se dos salários a ele destinados, mas que deveriam compensar o atendimento, os cuidados, e as possíveis curas dos pacientes das instituições públicas?

Na verdade a maioria deles não se sentiria de forma alguma incomodada; é o que nos demonstra a má prática exercitada por muitos desses horríveis profissionais denunciados pelo ministério público e pela imprensa.

Cabem aos prefeitos, governadores e, quando da alçada dos organismos federais, à presidência da república, o equilíbrio dessas verdadeiras afecções diagnosticadas no corpo estatal.

São atitudes altamente deletérias que causam a depleção dos fluídos econômicos da organização política deixando subnutridos, e também desidratados, os órgãos municipais, estaduais e federais encarregados de atender, por determinação constitucional, a saúde das populações carentes.

Somos contra o uso dos conhecimentos científicos nas manipulações criminosas que eternizam as diferenças sociais.

A ocupação vitalícia dos cargos eletivos cuja titularidade é, por força da lei, transitória, resulta também do abuso do poder econômico e político, supedaneado nas condenáveis manipulações de certas áreas do conhecimento.

Não é difícil de entender o raciocínio; da mesma forma que é praticamente impossível não diagnosticar a doença terrível que acomete o Brasil.

Ou a seriedade saneia o Brasil ou não será complicado diagnosticar a sua incurabilidade com o prognóstico de óbito para tempo não muito longo.

Que Deus tenha piedade do Brasil e do seu povo.  

    

Junho 07, 2017

Fernando Zocca

 

 

Moisés.jpg

 

A gente não para de aprender nunca. Mesmo aqueles que indispõem dos conhecimentos básicos para uma ampla noção de praticamente tudo o que existe no mundo, aprendem a cada dia que passa.

É claro que alguém formado em curso superior terá mais facilidades do que aquele que não conseguiu nem ao menos memorizar as letras componentes do alfabeto.

Entretanto existem pessoas que sob a orientação de outras, norteiam suas vidas podendo com isso obter bom ou mau sucesso.

Portanto para quem se destina a dirigir os caminhos dos outros cabe sempre a responsabilidade de se instruir corretamente a fim de que o seu destino, e o dos seus seguidores, não seja tão impróprio.

A diferença entre conduzir adultos e crianças consiste, dentre outras, em que os primeiros teriam certa capacidade de escolha, enquanto que as segundas tenderiam a aceitar as noções sem muita objeção.

A imposição das noções, teses, teorias ou filosofias, de forma velada ou ostensiva, certamente, não deixa de ser uma espécie de invasão da privacidade e turbação da vontade de escolha.

Esse tipo de personalidade fundada em bases autoritárias assemelha-se a daquele indivíduo que, por amar certo tipo de música, imagina que toda a vizinhança deve também servir-se da experiência.

Para a lapidação desse tipo de imposição, de cerceamento da liberdade de escolha, é que existe o constante evoluir dos ensinamentos.

É claro que, para quem deseja estar sempre bem conceituado naquilo que diz e ensina, não existe nada melhor do que uma boa escola, uma boa faculdade.

Note que a imposição autoritária não deixa de ser fruto da ignorância e grosseria. Há quem creia que a idiotia, o cretinismo e a imbecilidade sejam as bases dos que, com a obrigação de que o aceitem, busquem controlar os que preferem a liberdade do que a submissão a esses transtornos todos.

Se você, meu querido leitor, é responsável pela condução de muitas e muitas almas a quem deveras ama, não deixe de aprender frequentando uma boa escola. Mesmo que, para isso, precise viajar constantemente para uma cidade bem distante.

Junho 01, 2017

Fernando Zocca

 

 

A quantidade da safadeza impune perpetrada pelos políticos nos níveis municipais, estaduais e federais, autoriza milhões de cidadãos, a duvidarem da honestidade na apuração dos votos nas eleições.

Se a regra, durante as gestões, é o drible na legislação, por que não haveria tais artimanhas na contagem dos votos dessa gente que faz vitalícia a ocupação transitória nos cargos eletivos?

Você, meu querido leitor, pode reparar que em algumas cidades é somente um grupelho determinado a assumir a disposição para supostamente gerir a administração pública.

Isso somente ocorre porque o volume dos benefícios obtidos é bem maior do que os desprazeres que as funções proporcionam.

É claro que em troca do salário de prefeito, vereador, deputado estadual, federal, senador ou presidente da república ninguém, ou quase ninguém, se disporia a embrenhar-se no cipoal legislativo e burocrático das funções.

Existe o “por fora”, aquele “algo mais” rendoso, que estimula o candidato a pensar na possibilidade do consumo do carro importado, no apartamento na capital famosa, e nas amantes orgiásticas.

Será que o meu estimado leitor imagina que o pretenso preclaro eleito aparece insistentemente nas fotos das redes sociais apontando buracos nas vias públicas, solicitando o corte do mato, ou clamando por asfalto, o faz somente em troca dos míseros reais que recebe mensalmente?

Será que o cidadão comum imagina que certos engravatados deixam-se fotografar ao lado da acostumada gente calejada na subtração da coisa pública, só em troca da esperança de moralizar o legislativo ou o executivo?

Ninguém mais crê em político. O cidadão sente-se mal ao saber que, com seu voto, ajudou o camarada a ser prefeito, vereador ou o que quer que seja, enriquecendo com isso, de forma criminosa, ao subtrair para si, sua família, ou quadrilha política, os bens que deveriam servir ao povo.

Desta forma é mais acalentadora e confortável a sensação, a consciência, os sentimentos, de que o tal ladrão, se conseguiu ascender de forma delituosa, o fez sem a cumplicidade e ajuda sua.        

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