Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Prato do Dia

O Prato do Dia

Março 26, 2018

Fernando Zocca

 

 

Macado é macaco.jpg

 

Andar de moto tem muitas vantagens, é muito prazeroso. Apesar dos riscos que a chamada, pelos juristas, “direção perigosa”, submete os seus condutores, não haveria tanta complicação. Sobressai, entre os proveitos do uso da motocicleta, a economia de combustível.

De fato, com pouco dinheiro você roda por muito e muito tempo por vários e vários lugares.

Mas chega o momento em que você tem de abastecer. E hoje, depois de ter corrido pedestrianisticamente meus cinco quilômetros diários, no Parque do Piracicamirim, fui ao posto de gasolina.

Parei a moto perto da bomba, desliguei-a, acionei o “pezinho”, abri a tampa do combustível e desci. O frentista preparava-se para atender ao meu pedido quando chegou esbaforido outro motociclista.

Sem esperar que o frentista me atendesse o motoqueiro agitado foi logo dizendo em altos brados:

- Põe pra mim um macaco. E rápido que estou com pressa.

As pessoas que estavam no arredor entreolharam-se com a fisionomia de quem não entendia nada.

- É sim. Rapidinho põe vintão mano, um mico, rápido! – concluiu o arisco desligando o motor e abrindo a tampa do tanque.

Neste ínterim o frentista já tendo atendido ao meu pedido, dirigiu a mangueira ao tanque do moço. Então o motoqueiro agitado, tirando o capacete falou claramente:

- O sujeito passa a vida inteira xingando os outros de louco, mas quando alguém o chama de macaco, ele vai pra delegacia pedir inquérito por racismo.

O assunto incomodou o pessoal que estava na redondeza. Eu tranquilamente, saquei meu dinheiro do bolso, paguei minha conta, fechei a tampa do tanque, direcionei o “pezinho”, dei a partida, tchauzinho e bênçãos.

Uma vez que macaco não pode ser cobra e nem sapo minhoca, com certeza, as pessoas têm consigo que macaco é, na verdade, macaco mesmo.    

 

Março 14, 2018

Fernando Zocca

 

 

Quando em Roma, aja como os romanos..JPG

 

Xenofobia é uma palavra que se usa para definir a aversão, muito comum, que se tem contra as pessoas de outros lugares.

É uma espécie de rejeição, não aceitação, daquele que proveniente doutros bairros, cidades, estados ou países, surge vindo geralmente por motivos muito alheios à sua vontade.

Quando dizemos que a motivação conducente ao deslocamento da gente, dos seus locais de origem, para outros, referimos às condições inapropriadas até mesmo para a sobrevivência.

Desta forma o motivador do aporte dos migrantes nascidos no nordeste brasileiro para as regiões mais ao sul, seria a improdutividade da terra, onde as chuvas são muito raras.

A chegada de milhares de pessoas vindas da Venezuela teria como mola indutora as dificuldades causadas por uma orientação política altamente danosa ao bem estar do povo.

Do Haiti surgem os que buscam, no Brasil, certa forma de melhores condições para a vida. Naquele país a combinação de fatores sociológicos, com os de causas naturais, torna a sobrevivência altamente difícil e desconfortável.

Da Síria milhares fogem da destruição causada pela intransigência produtora da guerra. Eles chegam aos países da Europa provocando reações de acolhimento, mas também de rejeição.

Do México e alguns países árabes aproximam-se aos Estados Unidos as criaturas que, desejando melhores meios de vida, deixam os seus locais de origem, considerados impróprios para a manutenção da saúde.  

É claro que se uma cidade está estruturada nas suas instituições como saúde pública, emprego, transporte coletivo, segurança, educação, para determinado número de componentes da sua população, a abordagem abrupta de milhares de outros, causará algum transtorno antes não havido.

Para uma boa adaptação ao novo local o migrante precisa, é claro, aprender sobre os costumes, os hábitos, a língua e a linguagem dos que estão ali há mais tempo. É o que ensina o provérbio inglês: “When in Rome, do as the romans do” (Quando estiver em Roma, aja como os romanos).

A transmigração não é fenômeno recente. A saída do povo judeu do Egito é um exemplo bem notável. A vinda dos europeus, e japoneses no século XIX para o Brasil também ilustram o fato.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub