Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Prato do Dia

O Prato do Dia

Junho 25, 2020

Fernando Zocca

 

 

pardal passer domesticus.jpg

 

Por trabalhar na Rádio PRD-six-Pimba, na função exclusiva de repórter esportivo, especializado em futebol, Juliano Chalitre angariou imenso respeito e reputação em Tupinambicas das Linhas.

Todos o conheciam: desde o pipoqueiro da praça, os assessores parlamentares, o gerente do INPS, o presidente da associação comercial, o faxineiro da camara municipal, os investigadores de polícia, os delegados, prefeito, presidente da camara, vereadores, os candidatos à assembléia legislativa do Estado, e é claro, os esportistas do Esporte Clube Sete e meio de Novembro.

Juliano era também assíduo frequentador dos botecos da cidade; gostava de cachaça e cerveja. Do uisque não; não que ele não gostasse, mas por causa das notícias frequentes de falsificações, ele se abstinha de usufruir os possíveis e propalados prazeres.

Numa sexta-feira, depois da gravação das cinco entrevistas com os jogadores e o técnico do E.C. 7,5 de Novembro, quando chegou em casa completamente estressado, Juliano encontrou a mãe Olanzapnéia triste, sentada numa cadeira sem estofo, na cozinha, ao lado do rádio ligado na PRD-six-Pimba. O jeitão macambúzio da mulher provocou tristeza em Juliano.

- O que foi, mãe? – indagou o moço colocando sobre a mesa cinco discos de Ray Conniff que trouxera “emprestado” da Rádio.

- É seu pai, meu filho. Aquele carniça não me deu ainda a parcela da pensão alimentícia. Estamos com o pagamento da luz e da água atrasados e se demorar mais alguns dias haverá corte do fornecimento. Eu sabia que isso ia acontecer. Eu falei praquele advogado que o açougueiro não era fácil; quando embirrava não tinha santo que o fizesse mudar de ideia; mas não, olha a trabalheira que deu o processo. Que chato ir pro Fórum, nunca vi aquilo. Tudo esquisito. Disseram pra fazer acordo, eu fiz e agora? Essa chateação continua. Oh, minha nossa Senhora, sossega nossa alma!

- Quanto a senhora precisa, mãe? – quis saber o radialista.

- Varios milhões – respondeu chorosa a mamãe.

- Milhões? Como assim? Água, luz e impostos não são tão altos desse jeito.

- Mas, sabe o que é, meu filho? Tudo isso acontece por causa daquele seu tio, geringonça “falseane”, meu irmão que prometeu, (a fim de conseguir a permissão dos outros herdeiros pra se mudar pra lá), pagar aluguel da casa que seu avô deixou, e até agora, mais de 15 anos depois, não compareceu  nem com um mísero centavo. Pelo jeito passarão mais 30 anos e aquele bugio que, quando mocinho, vivia “depenando o pardal” em cima da mangueira e da goiabeira, da casa da sua avó, não vai nem desconfiar que o imóvel não é só dele. Tem mais gente dona e é preciso fazer a partilha. Ô vergonha!

- Mas mãe, o que a senhora quer que eu faça? – perguntou Juliano quando pegava o maço de long-plays do maestro  Ray Conniff da mesa, colocando-o debaixo do braço.

- Não sei, você trabalha na rádio, conhece tanta gente importante. Será que ninguém pode ajudar?

- Eu conheço o delegado de polícia. Amanhã conversarei com ele.

No dia seguinte, logo pela manhã, quando Juliano preparava a matéria do momento esportivo do jornal falado da Rádio, o diretor da emissora se aproximou dizendo:

- Quero uma reportagem sobre a prisão de traficantes que comerciavam maconha nas proximidades do estádio municipal. Fale com o delegado e me traga a matéria. Vai ao ar na edição da tarde.

Juliano terminou as edições das fitas com o material esportivo, passou no boteco do China, deglutiu uma coxinha imensa, bebeu um copázio de caldo de cana; na banca de jornais comprou um exemplar de O Diário, descendo a pé até a delegacia.

- O delegado não chegou ainda Juliano. Senta aí que não demora. Ele chega alí pela uma e meia -  informou o escrivão que redigia um termo de apreensão de arma de fogo.  

Juliano sentou-se e enquanto pensava no sofrimento da mãe lembrava-se dos discos com temas de filmes, especialmente  guardados na discoteca da Rádio.

Por volta das 2 da tarde o delegado chegou.

- E aí, como vai o nosso repórter? E o timaço 7,5 de novembro como está? Tem novas contratações?

- Doutor, estou aqui pra saber sobre aquele pessoal preso nas cercanias do estádio. O senhor pode falar sobre o assunto? É matéria pro jornal da tarde na rádio.

- É claro que posso. Vamos até minha sala.

Acomodados no gabinete do delegado este, sentando-se à sua mesa perguntou:

- O que você quer saber?

Juliano então ligou o gravador e principiou uma série de perguntas. Meia hora depois, com o gravador desligado o reporter contou a história do sofrimento da mãe, do irmão dela, que não pagava aluguel, e nem saia do imóvel pertencente a todos os demais herdeiros.

- Olha Juliano, legalmente não posso fazer nada. Você deve procurar o judiciário. Aqui a gente pode sacanear o seu tio. Que idade ele tem?

- Meu tio tem 46 anos, é funcionário público.

- Bom, contra esse acho que a “aprontada” não terá muito efeito os documentos dele já estão todos definidos. Tem algum menor?

- Tenho um monte de primos. O mais velho frequenta o ginásio na Vila Orende.

- Deixa comigo. Qual é o nome do bodezinho?

Juliano escreveu o nome do primo numa folha de papel e passou pro delegado.

- Nós aqui fazemos a identificação pro instituto Ricardo Gumblenton. Quando esse mocinho vier tirar a identidade nós o enumeraremos sugestivamente. Qual é a profissão do seu pai Juliano?

- Meu pai é açougueiro doutor.

- Ah, enão tá. Vai agora. Quero ouvir essa matéria ainda hoje no jornal da Rádio.

Antes de voltar pro trabalho Juliano fez cera caminhando sem destino, de lá prá cá, objetivando chegar no final do expediente à emissora.

Na entrada do prédio da PRD-six-Pimba, quando quase todos desciam ao findar os trabalhos, juliano subia as escadas. Na sala do editor do jornal falado entregou o material coletado na delegacia. Sem levantar suspeita caminhou tranquilamente até a discoteca da emissora e depois de alguns minutos achou o que procurava: “Os Grandes Sucessos de Billy Vaughn”. Envolvendo o disco no jornal, colocou-os debaixo do braço e foi pra casa.

Alguns anos depois quando o primo de Juliano, atendendo o pedido da funcionária da secretaria da universidade que frequentaria, apresentou sua cédula de identidade, o pessoal que, prevenido, já esperava, numa zoada em uníssono comemorou o bicho:

- É vaca! Eu não falei? Me passa aqui o bolão – exultou de alegria um dos funcionários que, “acertando” o bicho representado pelo número da identidade do mocinho, levou o prêmio.

 

Pardal. Foto: Sharon Day / Shutterstock.com

Junho 21, 2020

Fernando Zocca

 

caminhões.jpg

 

Tupinambicas das Linhas... Ah Tupinambicas das Linhas... Era um lugar tão desprezível, tão molesto... Mas todos que percebiam esses fatos não ousavam nem sequer mencioná-los; ao contrário, os oportunistas, quando trabalhando na locução das rádios, nas redações dos jornais, a fim de não se indisporem com os “donos” do lugar teciam loas a torto e direito contra a própria consciência. Era preferível mentir pra si mesmo do que enfrentar as demonstrações de desagrado dos políticos que tinham a cidade como uma enorme fazenda, propriedade particular.

Naqueles dias estávamos em tempo de eleições e, é claro, os representantes do mesmíssimo grupo de sanguessugas apresentava-se em busca do apoio popular que, invariavelmente lhes prorrogaria o contrato de trabalho e a permanência, por mais quatro anos, nas folhas de pagamento dos poderes públicos.  

Jarbas, o caquético energúmeno, por alguns considerado o dirigente-prefeito-político-perfeito vitalício da cidade, tinha a fama de, nas horas vagas, distrair seus abobados seguidores com passes de mágica.

- Ih, olha lá, hoje é sexta-feira e o prefeito Jarbas vai mostrar seus novos truques que aprendeu quando foi pra São Tupinambos, na semana passada – disse o vetusto ex-deputado estadual Jairro Ribreito de Barrios que era proprietário da rádio Ensinadora de Tupinambicas das Linhas à sua filha, comerciante de roupas fracassada que, por não ter o que fazer, depois do debacle comercial, ganhara um programa no radiozinho do papaizito.

- Mas, papai, não sei por que o senhor insiste em manter o apoio ao Jarbas. Ele tem seguidores que não se cansam de afirmar que o senhor, quando deputado estadual lá em São Tupinambos, com seu voto, permitiu que fizessem um represamento nas cabeceiras dos afluentes do rio Tupinambicas, gerando com isso o enfeiamento da nossa região e praticamente o desaparecimento do tradicional rio Tupinambicas obtendo com isso, a bufunfa necessária pra comprar a Rádio Ensinadora - respondeu a mocinha (já um tanto quanto que embarangada, mas ainda mocinha) – ciente de que convenceria o papaizinho.  

- Filha, em política é tudo mais ou menos assim, isso mesmo. A política, minha neném, é igual às nuvens: elas, a cada dia, têm um jeito.

“O Jarbas é macaco velho na política. Ele se meteu na roubalheira – seperfaturamento das ambulâncias – quando participou do governo federal e nem por isso foi punido. Ele tem seus truques. Alíás é bom que você saiba, minha lindinha, fofinha do papai, que a palavra truque tem o mesmo som da palavra inglesa truck que quer dizer caminhão.

“Agora caminhões estiveram, para um antigo governador de São Tupinambos, do mesmo jeito que as ambulâncias estão pro prefeito safadinho e sua corriola. Ou seja o que o Jarbas fez com as ambulâncias – superfaturamento -  o ex-governado Ademir Pedreira de Barrios (que nasceu em Tupinambicas das Linhas), fez com os caminhões que, superfaturados, serviriam para o reforço do material da polícia do Estado de São Tupinambos. Como em ambos os casos não houve apuração e nem punição o hábito de comprar veículos com preços maiores do que os do comércio prevaleceu; então Jarbas o mágico, com seus truques, não sabendo muito bem o que fazer com eles favoreceu, criou, empreiteiras mil que, com o numerário das obras públicas, superfaturadas e licitações fraudadas, financiaram e ainda financiam campanhas  mantenedoras dele e os da corja maldita no poder até os dias atuais. Não vê o Tendes Trame? E agora sua concubina Pregnancy Trame quer também abocanhar uma tetinha pública.

- Com tudo isso o senhor ainda quer participar dessa coisa ruim? – quis saber a moçoila.

- Filha, de onde você acha que vem a grana pro papai manter aquele asilo de velhos? A covid-19 desancou a velharada, morreram muitos. A entrada de “ferpa” reduziu muito. O Asilo tem uma folha de pagamento e despesas imensas. Sem a mãozinha dessa negadinha esperta, não dá pra manter mais nada.

- Então o senhor votará na Pregnancy Trame, vai se comprometer?

- Nem falecido. Não quero, com meu voto, ajudar a causar o empobrecimento do poder público e o consequente enriquecimento de gente safada. Quando vierem as eleições quero ir pra Paris, Roma ou Londres. Velha por velha, fico com as européias.  

 

Junho 11, 2020

Fernando Zocca

 

 

A não ser pelas gratas recordações do meu pai que nasceu no dia 12 de outubro (aniversário de Pedro I) e da minha mãe cujo natalício era no dia 9 de janeiro (dia do fico), e ainda por termos morado por muitos anos à Rua Ipiranga (próximo da Igreja Metodista e do Colégio Piracicabano, onde minha mãe estudou), não tenho nada a ver com a monarquia e a escravidão; entretanto não posso impedir que jegue intelectualoide arvorado em cargo do magistério mais por influência política do ex-deputado estadual, do que por notório saber pedagógico, com base nesses fatos, afirme o contrário promovendo o preconceito e a exclusão.

Piracicaba e seus atuais representantes não são nada sérios.

Os argumentos básicos usados por essas pessoas, contra os que se opõe às suas reiteradas permanências nos cargos eletivos, é a pedofilia e a simpatização com o regime monárquico.

São acusações falsas improvadas e improváveis, muito diferentes das denúncias contra o prefeito atual de Piracicaba. Sentenças condenatórias até em segunda instancia procuraram corrigir (ao que se sabe, até o momento, sem resultado nenhum) as falcatruas  nas licitações há muito perpetradas no município.

Quem pretende votar nessas próximas eleições deve saber que desse ato podem surgir três consequencias:

  1. Você contribuirá, com certeza, para a deterioração do erário público;
  2. Verá seu candidato que, antes da posse não tinha nem um gato pra puxar pelo rabo, enriquecer vertiginosamente enquanto que:
  3. Você permanecerá na miséria em que sempre esteve e que não sairá jamais.

Como sabemos que a grande massa de eleitores é composta por gente honesta e que não desejaria o mal pra quase ninguém, inferimos que a abstenção ou a ausência nas urnas pode não ser tão desprezível.

Junho 10, 2020

Fernando Zocca

 

 

bandeira.gif

 

Piracicaba é notoriamente conhecida como uma cidade apinhada de insanos. Não se sabe se é por causa do predomínio, durante muitos e muitos anos do PSDB e seus apoiadores, ou se é pela malignidade – podridão - da água.

Dizem os especialistas que além dos fatores citados colaborariam também, para a doideira geral e irrestrita, os defeitos genéticos oriundos dos incestos vergonhosos, acasalamentos entre parentes geradores de  circunstâncias psíquicas e físicas especiais.

A educação aqui nesta cidade atende mais, no que concerne a ocupação de cargos de diretoria e à escolha do corpo docente, das escolas municipais e estaduais, aos interesses políticos dos vereadores eternos (tem pessoa que está na folha de pagamento do poder público há mais de cinco gestões) do que pela capacidade de transmissão dos ensinamentos.  

Isso tudo reflete na política: o PSDB do qual participa Aécio Neves, sua irmã, e outros investigados pela polícia federal, criou um circulo vicioso do qual faz parte a ocupação deles no poder e a extensão de uma ramificação de beneficiados (professores, diretores de escola, funcionários públicos) que por sua vez mantém essa corja corrupta impune por tantos e tantos anos.

A quantidade de indigentes e pessoas mentalmente insanas no centro da cidade não pode dizer outra coisa do que um terrível desequilíbrio na mentalidade politica besta dessa gente governante.

As eleições estão aí. Você votará nessas pessoas que depois de eleitas regozijarão com as benesses do cargo, deixando uma administração pública miseravelmente pobre, subdesenvolvida, enquanto que você e seus familiares permanecerão indignados, mas empobrecidos como sempre foram e serão.

Bandidos, criminosos assaltantes, você dirá têm em quase todas as cidades. Mas aqui nessa terra infeliz a situação é bem mais intensa.

Hoje à noite, num passeio pela rua governador Pedro de Toledo, uma catadora de lixo, completamente embriagada, com um copo de pinga numa das mãos e um cigarrinho noutra, demonizava sua mísera existência dizendo que tinha colegas suas que, por causa da macumba, tinham conseguido otários que as sustentavam pagando as despesas dela e dos filhos que tiveram durante o tempo em que praticavam a prostituição.

Diziam antigamente que os fabricantes e engarrafadores de pinga da cidade estupidificavam o povo; que o Petrin com o seu Cezário Motta tentava abafar as afecções mentais e que quem pagava as contas não poderia ser outro, mais ninguém do que o INSS.  

Pobre e mísera cidade!  

Texto revisado nesta data.

Piracicaba, 10 de junho de 2020.

Junho 05, 2020

Fernando Zocca

 

 

- Meu, a mina pagou um “sapo” pro sujeito, que deu até dó da figura – contou-me o ex-proprietário de uma grande fabrica de móveis, hoje completamente desativada, quando saíamos do treino diário na academia.

Tentávamos livrar-nos do excesso de peso acumulado no ventre e há uns 40 dias frequentávamos o local. Naquela manhã, depois dos 30 minutos de esteira, Renato com a toalha a secar-lhe o suor do rosto continuou:

- O Rafael foi morar com um primo que tinha acabado de amancebar-se com a Beatriz, mocinha muito pobrezinha. Ela passara por momentos difíceis durante a infância e adolescência; depois de um tempo recolhendo lixo reciclável pelas ruas da cidade, Beatriz foi seduzida por um velhote safado que, em troca de sanduíches, levava-a a passeios naquele seu Ford Corcel II parando, invariavelmente nos motéis da cidade. Não é preciso dizer que a jovenzinha engravidou, não uma, mas duas vezes durante o tempo em que esteve... Digamos... Na gandaia.

 “Depois disso, quando suas filhas cresciam Beatriz conheceu Gaby Pimentowski, o filho macho, muito macho, do Charles Brochon que, com marteladas raivosas (ele era funileiro especializado em carros argentinos) pensava em resolver as questões da família, dos vizinhos e do bairro.

“Esse tal de Rafael engraçou-se com a filha da Beatriz e um bafafá começou a surgir no barraco em que eles moravam.

“Beatriz não desejava, diante das investidas do Rafael, que sua filha Maria Helena tivesse o mesmo destino que ela.

“Mas Maria Helena engravidou. Todos da humilde residência não desejavam que os demais familiares, e os vizinhos soubessem que ela engravidara.

“Por causa desse desejo de manter secreta a gravidez, Maria Helena usava faixas de pano com as quais oprimia o ventre buscando esconder aquela forma volumosa.”

Nesse momento da sua fala, Renato parou e quando descíamos a escada que levava ao estacionamento do clube, um idoso com o ventre muito destacado ao passar por nós parou perguntando:

- Faz tempo que vocês frequentam a academia?

- Ah, já. Tem meses que a gente vem mexer com o esqueleto e olha que faz bem, viu?- respondeu Renato.

- Sabe por que eu quero fazer academia? – prosseguiu o velhinho octogenário.

Ante o nosso silêncio inquisitivo ele continuou:

- Minha barriga está muito grande. Veja que ela transborda minha bermuda. Os moleques me zoam dizendo que estou grávido. Mas é banha – concluiu o antigo afastando-se.

Quando nos aproximávamos do carro eu disse ao Renato:

- Conheço esse senhor. Não é excesso de gordura que ele tem no ventre. Ele acha que é hérnia, mas não é não. É câncer no intestino.

- Como você sabe? Você não é médico.

- Por analogia, meu caro. Já vi muitos com esse tipo de formato.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub