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O Prato do Dia

O Prato do Dia

Agosto 31, 2020

Fernando Zocca

 

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A temporada de caça aos votos, caracterizada também pelo assédio dos candidatos aos cidadãos, inicia-se formalmente logo depois do anúncio de que o tal corona vírus covid-19 já não oferece tanto perigo para as pessoas.

Por falar em eleições, candidatos pedintes de votos, logo me lembrei de um que, durante a minha infância, tinha parentesco com pessoas chegadas à família dos meus pais.

Ele se chamava Emilio Reinaldo Adâmoli, nasceu em Piracicaba em 1910, era filho de Emílio Adamoli e Genoveva Penatti; foi irmão de Carlos Adamoli, casado com a irmã do meu pai Ida Zocca Adamoli.

Emilio era filiado à UDN (União Democrática Nacional) foi eleito e participou das legislaturas de 1952 a 1955, 1956 a 1959 e de 1964 a 1969.

Emílio Reinaldo foi um dos fundadores da Guarda Municipal de Piracicaba e, como presidente, dirigiu-a por muitos anos.

Os pais de Emílio Reinaldo, Emílio Adamoli e Genoveva Penatti tiveram também os seguintes filhos (irmãos do Emílio Reinaldo): o pintor João Egydio Adamoli, Maria Adamoli Fischer, Pedro Antonio Adamoli, Carlos Adamoli, Humberto Adamoli, Oswaldo Adamoli, Mauro Rodolfo Adamoli, José Benedito Adamoli, Mirthes Adamoli de Barros e Carolina Francisca Adamoli Petrocelli.

Logo depois que se casaram os pais do vereador Emilio Reinaldo, estabeleceram-se com uma espécie de olaria onde fabricavam principalmente ladrilhos.

É interessante notar que a palavra “ladrilho” em espanhol significa tijolo em português.

Portanto Emílio Reinaldo e Genoveva Penatti produziram tijolos enquanto criavam a prole numerosa.

Quando adultos os irmãos Adamoli prosseguiram com o ramo de material para construção: tiveram uma empresa que retirava areia do rio Piracicaba e no final da Rua Ipiranga, onde hoje é o Sesc (Rua Ipiranga, 155) havia um maquinário enorme que britava as pedras que serviriam para calçar o leito das estradas de ferro da cidade (Paulista e Sorocabana) e também para “tapetar” áreas residenciais e comerciais grandes.

Houve um tempo em que a empresa dos Adamoli que também mantinha uma marcenaria denominada São José (na esquina das ruas Benjamim Constant com a Ipiranga), onde fabricavam barcos que serviam mais aos pescadores do rio Piracicaba, adicionou ao rol de suas propriedades enormes caminhões Chevrolet e Ford cujas carrocerias eram caçambas.

Depois de trabalhos legislativos reconhecidos pelas suas importâncias, o vereador Emílio Reinaldo Adâmoli faleceu em Piracicaba no dia 08 de novembro de 1995 deixando viúva, filhos, noras, netos, irmãos, amigos e admiradores.

 

 

Agosto 31, 2020

Fernando Zocca

 

fernando zocca 27-08-2020.jpg

 

Diante da inexorável mudança de todas as coisas, a todo o momento, e também da constatação de que algumas disposições (e hábitos) que teimam em não se atualizarem, percebe-se que uma forçazinha seria útil, para, por exemplo, incentivar a transformação desse país tão pobre, miserável e atrasado num lugar onde haja mais cordialidade.

  1. A obrigatoriedade de votar é um dispositivo legal que precisa ser revisto e atualizado para que essa instituição do voto se aproxime da dos países mais civilizados.
  2. O artigo legal que obriga o cidadão a inscrever-se em partido político para que possa participar das eleições é outra “peça de museu” que favorece a quem tenta se eternizar no poder; beneficia a corrupção e consequentemente a impunidade com o enfraquecimento da crença da lisura do judiciário.
  3. Particularmente aqui em Piracicaba, especialmente nos bairros Vila Independência, Jardim Brasília e Santa Cecília é necessário revisar o hábito de, a todo primeiro domingo de cada mês, submeter a coletividade à coleta de alimentos; essa atividade teve seus momentos de precisão e necessidade principalmente durante a construção da igreja matriz do bairro, mas que nos tempos atuais, serve mais para alimentar parentes dos envolvidos descompromissados com o trabalho sério e honesto.
  4. As doações poderiam ser feitas diretamente na igreja nos horários do funcionamento da secretaria e das missas.
  5. Pede-se às autoridades policiais mais desempenho na coibição de aglomerações em certos lugares como na casa 141 da Rua Napoleão Laureano em que os frequentadores, desconsiderando as orientações das autoridades sanitárias, costumeiramente põem em risco a saúde e a integridade física das do entorno.
  6. Não reeleja os vereadores que há décadas ocupam lugares que não são vitalícios. A transitoriedade no desempenho dos papéis dos cargos eletivos é um dos componentes do estado democrático de direito.

Agosto 18, 2020

Fernando Zocca

 

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No começo da fala do Dráuzio Varela, naquele filme em que ele conclama os cidadãos a se voluntariarem a participar como mesários nas próximas eleições, eu até que me senti com vontade de participar. Entretanto a atividade é restrita a menores de sessenta anos, por isso, deixei a ideia de lado.

Na verdade, querido eleitor, eu não tenho mais ânimo nenhum de ajudar alguém a assenhorar-se da coisa pública trazendo para o seu rol particular as riquezas que deveriam ser empregadas nas coisas de uso comum, de todos.

Eu não pretendo votar em candidato nenhum. E acho essa obrigatoriedade uma idiotice imensa. Dizem que o voto, vai vendo... É um direito.

Mas o direito pode ser exercido ou não. Se por exemplo eu possuo vários imóveis na cidade tenho o direito de vendê-los ou não. Assiste-me o direito de alugá-los ou não, posso inclusive emprestá-los sem ônus financeiro para quem os receber.

Então, veja bem, o direito me dá alternativas. A obrigatoriedade não. Se o cidadão não comparecer para votar é obrigado a pagar multa. Essa obrigação acompanha-se de uma sanção, ou seja, de uma cominação.

Eu posso não alugar, vender ou emprestar os meus imóveis e não serei punido por isso. Essa característica do direito (a da escolha de exercê-lo ou não) não a concebe a obrigatoriedade contida no ato de votar.

Se o cidadão não obedecer a determinação de votar pode ser apenado da mesma forma que o motorista é punido por não seguir as chamadas leis do trânsito.

Tanto a obrigação de votar quanto a de não infringir as placas sinalizadoras trazem a característica da limitação de escolha.

O motorista pode, se não flagrado, livrar-se das multas, mas se não comparecer, ou justificar sua ausência, recebe um castigo monetário.

Nos países onde o povo, a cultura e as instituições são civilizadas valoriza-se mais a liberdade, o direito de escolha pessoal do cidadão: ou seja, o sujeito vota se quiser e não tem apenamento nenhum por isso.

Já aqui no Brasil não. Aqui temos uma história de séculos de subserviência, escravagismo, mandonismo, coronelismo onde o “manda quem pode, obedece quem tem juízo” é o lema dos chamados descendentes dos grandes senhores de engenho escravocratas e latifundiários. Veja que a cultura não ajuda em nada o desenvolvimento tecnológico do país. A cultura, as instituições, os costumes, as leis não ajudam em nada o pareamento do Brasil com as nações mais civilizadas.

Aqui o cargo eletivo serve de “tábua de salvação” para os espertos em perigo. O sujeito ao se candidatar pensa mais no alívio financeiro próprio, da família, do grupo político do que em qualquer outro ideal que seja.

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Por isso, meu amigo, minha amiga e senhoras donas de casa repito o que já disse dezenas de vezes: não votarei em ninguém.

Ficarei com a consciência tranquila ao saber que o bandidão ou a bandidona eleitos enriqueceram, ao empobrecer os cofres públicos, sem a colaboração minha.    

 

Agosto 13, 2020

Fernando Zocca

 

 

 

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Com tremores nas mãos evidenciados quando levava o copo de parati à boca Van Grogue, naquela tarde no bar do Bafão, achava que não dava mais para esconder a afecção que o atacava.

- Essa turma faladeira, fofoqueira, diz que estou a perigo por causa dos tremelicos; dizem que é delirium tremens, mal de Parkinson, mas não é nada disso.

- Isso daí é o resultado do tempo em que você, seu ébrio, desacerto da natureza, passou nos parques da cidade – garantiu Silvester Stalonge ao entrar no botequim lambendo um imenso sorvete de morango e colocar sua pasta de escriturário executivo sobre a mesa vermelha, vizinha do Van.

Silvester Stalonge também conhecido por seu janotismo afrouxou o nó da gravata, lançou no lixo a guloseima que chupava, sentou-se à cadeira de plástico vermelho buscando estar confortável; em seguida, com muita segurança estalou os dedos pedindo, num vozeirão, um litrão da mais famosa cerveja nacional.

Bafão sabia que o executivo era importante; fizera até discurso na tribuna da Câmara Municipal, por isso, com celeridade, buscou atender ao freguês.

- Aí sim, seu Van de Oliveira todo-torto Grogue, o doutor tem razão. Ele é forte e sabe o que fala; desmilinguiu, com aquele discurso, feito na sessão camarária de quinta-feira, a pretensão do Jarbas de candidatar-se novamente.  

- É pode até ser, mas o pessoal não gostou do que ele disse na tribuna. A própria vovó Bin Latem, também conhecida como escrava Isaura, (que foi como todo mundo sabe, chefe do gabinete do nosso Czar municipal), quem garantiu, na reunião do partido, que ele – o Silvester Stalonge - não deveria criticar o já tão abalado alcaide brejeiro – respondeu Grogue.

- A Bin Laten, escrava Isaura, disse que o responsável pelo convencimento desse senhor aí, esse tal de Stalonge, a proferir as asneiras da tribuna da câmara foi o Célio Justinho, marido da Luísa Fernanda a gerente comercial mais atrapalhada que foguista da maria fumaça tentando pilotar uma locomotiva a diesel – completou Bafão sentindo a esperança de ver novamente o boteco cheio, com o esmaecimento da pandemia - Célio Justinho falou tanto na cabeça da Bin Latem que ela não teve como impedir que o Silvester Stalonge, da tribuna, “metesse o pau” no prefeitão cri-cri – continuou Bafão.

- Quem, quando moleque adolescente em 1969, no rancho de pescaria do pai do Tone Pintowski depois de comer pão com mortadela e tomar um litro de Etubaína na hora do almoço, pulou o muro do rancho vizinho e vendo uma enorme colmeia de abelhas fixado num dos galhos da imensa árvore, chamando os outros dois irresponsáveis, comunicando-lhes o fato e principiando o apedrejamento das coitadinhas das abelhas até que a colméia viesse abaixo não tem estofo moral pra falar nem ao menos da vovó – escrava Isaura – Bin Latem – agrediu Silvester Stalonge.

- Eu também sei dessa história seu Grogue das quebradas. Contaram que à tardezinha, quando estavam no rancho, todos distraídos, assustaram-se ao ouvirem alguém, do outro lado do muro, do tal rancho vizinho invadido, esbravejando, desejar saber quem tinham sidos os fdps que destruíram o seu enxame de estimação – acrescentou Bafão.

- É verdade vocês têm razão. O cara estava tão furioso que sacou um revolver imenso, tipo três oitão, todo cromado, e brandindo-o com palavras ameaçadoras, mandou um tiro pro meio do rio. Meu... Quando eu vi a coluna de água que se levantou quando atingida pelo projétil eu senti muito medo e só pude mentir que tinha sido outro camarada que estava conosco no rancho, mas que naquele momento já tinha ido embora – confessou o contrito Grogue.

O movimento no boteco que ainda por causa da pandemia mantinha as portas fechadas, deixando uma pequena abertura para o atendimento da maioria dos fregueses não dava sinais de mudança.

Lá dentro meio que abafados pela ventilação parca, Silvester, Bafão e Van de Oliveira mantinham a conversação.

- É, mas você não pode se gabar muito não, seu Silvester. O povo sabe que você, quando mocinho, frequentava as saunas da cidade. É ou não é? – provocou Van Grogue.

Silvester sentiu seu rosto avermelhar-se. Van continuou:

- Dizem que você, mano “véio”, com sunga fio dental gostava de, quando estirado naquelas espreguiçadeiras, depois dos jatos da ducha escocesa, gostava de falar de Paris, da data da construção da torre Eifell e coisa e tal...

- É isso mesmo Silvester. O povo fala, murmura... E aquele ar condicionado que você vendeu baratinho pro primo do Pabllo Vittar? Tinha nota fiscal?  Ele pagava laranjadas pra você? – completou Bafão que, ao que parecia, não defendia lado nenhum, mas simplesmente observava os fatos.

- Quantas vezes, caro colega considerado, vossa senhoria, foi com o primo do Pabllo Vittar à sauna? – indagou o todo curioso Van Grogue.

- Vocês querem me denegrir. Assim não pode assim, não dá. Vou-me embora. Tenho um futuro a me esperar. Se eleito for, garanto que enquanto esse boteco não pagar toda a dívida ativa oriunda das taxas de poder de polícia e de ICMS, tudo farei pra não renovar o alvará de funcionamento – esbravejou o Stalonge ao jogar R$20,00 sobre o balcão, pegar sua indefectível pasta de couro e sair rapidamente.

- Hi rapaz o cara ficou bravo – Comentou Bafão.

- É verdade. Queimou o pelo – concluiu Van de Oliveira.

Agosto 02, 2020

Fernando Zocca

 

 

 

 

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Quando Tupinambicas das Linhas completou o seu centésimo quadragésimo aniversário o país vivia momentos em que se realizariam eleições para prefeito e vereadores.

Então o clima de “já ganhou” e “mamãe, eu também quero” predominava entre candidatos, candidatos a assessores parlamentares e muita gente esperançosa dum cargozinho esperto na prefeitura ou na câmara municipal.

Foi assim que, na manhã ensolarada daquele sábado, Oscar Garlic entrou no bar do Bafão.

O covid-19 ainda não se manifestara devastadoramente permanecendo latente, às ocultas, nos fundos dos quintais conforme sempre tinha sido.

Ao perceber que naquele ambiente sombrio, onde antes imperaram os furdunços constantes, havia agora o silêncio cemiterial, Oscar Garlic sentiu apossar-se de si uma tosse convulsiva ao mesmo tempo em que espirrava seguidas vezes; quando pensou que aquela síndrome cessaria, uma onda de soluços veio somar-se à tosse e aos espirros. Por fim, bocejos incoercíveis fizeram-no sentar-se à primeira mesa branquinha e redonda postada na entrada do boteco.

- O que acontece contigo Oscar? – quis saber Bafão preocupadíssimo com o marasmo que as primeiras notícias da pandemia causavam nos negócios.

- Não é nada. Efeito da pinga ruim. Mas logo passa.

Nervoso com o que poderia acontecer com aquele seu freguês potencial, quiçá um dos últimos a lhe adentrarem o ambiente, Bafão aproximou-se do ébrio com um enorme copo de leite gelado.

- Bebe que te faz bem. É leite de vaca e pode ajudar a melhorar essa intoxicação.

Oscar Garlic, sem pensar, entornou o copázio vertendo pra dentro da goela o líquido branco gelado.

Depois de alguns minutos os incômodos ventrais impulsionaram-no a levantar-se daquela singela cadeira branca ornante da mesa redondinha também alva, postada diante da porta envidraçada, de correr, existente no átrio do boteco famoso. Borborigmos e dores lancinantes fizeram-no tentar buscar o banheiro dentro daquele ambiente ornado também com vasos lindinhos de plantas domésticas.

Mas antes mesmo de parar totalmente de pé Garlic sentiu que algo semilíquido, pastoso, quente e mal cheiroso escorria-lhe pelas pernas. Os odores de fezes fizeram eclodir nele os reflexos do vômito.

- Pqp! Olha só a situação: sem ganhar dinheiro há meses por não ter quase mais nenhum bêbado nesta cidade e ainda me vem você Oscar Garlic cagar e vomitar na minha “varandinha”? Ora, faça-me o favor! – Bafão esbravejando muito pensava em como limpar a caca que um dos últimos e derradeiros ébrios da cidade lhe proporcionava.

A vovó Bin Latem (aquela que fora chefe do gabinete do Jarbas, o caquético energúmeno – um prefeito eterno – quase imperador) que, semelhante a um felino velho de câmara municipal, aproximando-se pé ante pé da entrada do bar, donde via a porta de correr envidraçada, ao ver as ocorrências daquele momento, afirmou categoricamente:

- Bafão, seu burro! Você deu leite de vaca pro Oscar! Mas você é uma besta mesmo! Então não sabe que ele é alérgico ao leite de vaca? Bem feito. Agora limpe a sujeira.

- Como ia eu saber que a pessoa era alérgica ao leite? Não está escrito na testa dele.

Enquanto discutiam sobre quem teria tido culpa naquela “desandagem” toda, o professor Angelino Embrulhano (recém promovido a diretor de escola, por seus notórios dotes políticos) conhecendo Oscar desde há muito tempo, aproximando-se do embosteado comprometeu-se a levá-lo pra casa.

-Vamos embora criança tola. Então você não sabe que pra fazer cocô deve tirar antes a calça?

- É que não deu tempo seu professor – respondeu envergonhado o quase arrependido pinguço Oscar Garlic.

Tossindo muito com a boca fechada, controlando-se, impedindo também os ímpetos do vômito, o professor acompanhou Oscar até a vilazinha do meio do quarteirão onde morava.

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Piracicaba, 02 de agosto de 2020.

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