Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Prato do Dia

O Prato do Dia

Novembro 26, 2020

Fernando Zocca

 

colchão pimpolho.jpg

 

- Na fóvea da minha retina, pelo vítreo, só belas, saudáveis e agradáveis imagens – disse Van de Oliveira Grogue ao admirar as três lindas louras pernaltas, na borda da piscina do quintal, onde Luísa Fernanda e Célio Justinho providenciavam mais uma reunião domingueira matutina, dos moradores do quarteirão, animada com outro concorrido churrasco regado a muita cerveja.

- Não gosto muito disso não, veja aquilo: mais branca que vela de sacristia – repreendeu Célio Justinho apontando uma beldade ruiva, corpulenta, ornada com um biquíni amarelo.

- O que é isso vizinho Van? O gênero não me apetece, mas não condeno – respondeu Luísa Fernanda sentindo que algo de novo aconteceria naquela manhã de domingo quando, acendendo a churrasqueira, providenciava também a varredura das bordas da piscina, pontilhada com montículos e montículos, dos dejetos da magna a cachorra Poodle mais acarinhada que criança das casas miseráveis da vizinhança.

A vovó Bin Slave Laten que estacionara seu Ford Galaxie 1969 defronte à casa do seu sobrinho Célio, pensou se não haveria perigo de algum insolente bebedor de aguardente, iletrado mal humorado praticar, por vingança, a pichação do seu adorável veículo.

- Perigo tem – respondeu a vovó pra si mesma acionando a campainha dos sobrinhos Célio e Luísa.

Já dentro da casa e acomodada numa poltronazinha colocada alguns metros distantes da churrasqueira Bin Slave Laten, com um pontapé bem disfarçado, pra que ninguém visse, afastou a canina bola de pelos que insistia em lamber-lhe os artelhos.

- Isso aqui não é a festa de arromba do Roberto Carlos, mas também já vem chegando mais gente. Olha o Laburka com Delsinho Spiroqueta chegando. Estou vendo daqui, na tela da câmera externa – informou Célio.

Luisa Fernanda, que conversava com a Bin Laten aproveitando a notícia, foi logo cochichando à Laten (ela não tirava os olhos da imensa porção de maminha e chuleta que, sob os efeitos das brasas do carvão, emitiam odores provocantes pelos ares da vizinhança):

- Não suporto esse Laburka. Sempre de cara amarrada, de mal com a vida. Não sorri, parece emburrado, semelhante a uma múmia ambulante. Está magro de ruindade; o fel o corroi por dentro. Se der uma ventania enquanto ele trafega pelo meio da rua, é capaz e sair voando feito folha de jornal velho.

- Minha filha, tenha compaixão dessa pobre criatura. Eu soube por informações intuitivas, espirituais, que desde pequeno esse Zé sofria muito com o desaparecimento de tudo que gostava. Era só ele começar a gostar de alguma coisa ou de alguém e pronto, já ia pro beleléu a fonte do seu gostar.

“Por exemplo: quando Laburka tinha sete anos de idade morreram-lhe o bisavô e o avô dentro de mais ou menos 30 dias de diferença entre um óbito e outro.

“Zezinho então encucou (vá entender a cabeça de certas crianças) que aquelas perdas eram causadas pela demonstração de afeto dele por aquelas pessoas que, afinal, viviam todas juntas desde seu nascimento.  

“Essa sensação, essa impressão, foi somada aos sentimentos causados pela morte, dois anos antes, do leitãozinho e também da cabritinha que ganhara de presente do seu pai açougueiro, quando tinha quatro anos de idade.  

“Laburka não sabia, mas desconfiou que naquela noite de Natal de 1945 as carnes tenras que mordiscava eram os bichinhos por quem desenvolvera enorme afeto.

“Por isso, minha filha é que esse homem ruim feito a peste, a bouba do rato, e da gota serena, segundo alguns, filho duma rapariga, é o que é: Ele demonstra ser ruim, maldoso, porque na cabeça dele, se demonstrar amor ou afeto por alguém ou alguma coisa tudo se perde – concluiu a Bin Slave Laten tirando disfarçadamente a parte superior da dentadura, que congestionada com a porção de carne quente, impedia a mastigação.

Depois a vovó Bin Slave Laten (que fora chefe de gabinete, por muitos e muitos anos, do Jarbas o testudo) e também fã incondicional do doutor Carneiro, o alienista festejadíssimo da cidade, vendo que Van de Oliveira Grogue ingerindo sua segunda garrafa de cerveja, postado num canto, ao lado da porta de correr, que ligava a cozinha ao quintal da casa, com voz firme, como a de um sargento da cavalaria, perguntou:

- E o senhor, seu Van Grogue, não fala nada? Sempre quietinho. Tem algum segredo?

- E lá sou eu cofre pra ter segredo? Por falar nisso, manda mais uma Brama pra mim, faz o favor... – rebateu Van de Oliveira.

Depois de servido, Van perguntou para a sapiência da Bin Slave Laten:

- Mas e a pedofilia, vovó? O que a senhora tem a dizer sobre esse assunto que é muito frequente aqui em nossa cidade.

- Não. Olha, veja bem: eu tenho um conhecido já de longa data que me explicou essa coisa. Ele é o famoso corretor Joseph Marie Cassaniqueis. Conhecem?

Diante da negativa de Van, de Célio, Luísa Fernanda, Laburka e das louras pernaltas, Bin Laten disse:

- O Joseph Marie me explicou tudo muito bem direitinho. Segundo ele existe o pedófilo masculino com preferências homossexuais; o pedófilo masculino com preferências heterossexuais; da mesma forma, o pedófilo feminino com preferências homossexuais; pedófilo feminino com preferências heterossexuais. Tem também uma mistura disso tudo, entende?

- E você, Van, onde se enquadra? – perguntou de repente Laburka.

- O quê? Você não me conhece? Está me confundindo com o Herodes? – respondeu Van.

Enquanto a conversa estava nesse nível entraram Donizete Pimenta e Dani Arruela.

- Oi, meus lindinhos e minhas lindinhas. Que cheirinho bom de churrasco. Ocês estão bons, meus queridos? – disseram em uníssono os festivos recém-chegados.

- Acheguem-se – adiantou-se Laburka ao receber o casal. E depois, oferecendo uma cadeira pro Donizete Pimenta comentou:

- Mas você está forte hein Donizete?

Dani Arruela emendou:

- Forte? Está Mais forte que o leite que engordou o Jô Soares.

Depois das três da tarde, saciados com muita carne e bebida, o sono se apoderou dos convivas. Foram se despedindo um a um deixando, com saudade o casal anfitrião.

Enquanto tudo parecia mais sereno, quieto, e silente que noite de inverno no cemitério, entraram na casa, por terem encontrado o portão e as portas destrancadas, Zé Lagartto e Jarbas; foram entrando, passando por móveis, tapetes, até que chegaram ao quintal onde havia a churrasqueira. Uma fumaça tênue subia aos céus, dando a ideia do que fora uma grande comemoração.

Os dois retardatários estancaram surpresos quando viram defronte a piscina os boquiabertos roncantes Célio Justinho, Luisa Fernanda e a cadela Magna, profundamente adormecidos no colchão que puseram no quintal logo depois que as visitas todas saíram.

Novembro 20, 2020

Fernando Zocca

 

 

trincheiras.jpg

 

Mas que “mané” luta, trincheira? UFC, guerra? Como pretenderemos resolver problemas sociais com essa mentalidade para confronto, hostilizações?

Vou lhe dizer mais: se o PT, aqui em Piracicaba, com jactância, arrogância e soberba intentar lidar com os problemas da cidade terá assaz dificuldades mil.

- Chegou agora e já quer sentar na janelinha? – perguntou Romário, numa certa ocasião a um noviço que, vindo com a “bola cheia”, queria sobrepor-se aos que há muito tempo jogavam.

Será que os “companheiros” não perceberam os erros históricos e homéricos nessa trajetória de fracassos?

Em 1917 na Rússia depois de liquidar sumariamente a família imperial, defenestrar a religião, as igrejas e quase destruírem o mundo durante as ameaças da guerra fria, não notaram que o caminho não é esse?

Aqui no Brasil as ofensas e ameaças contra a imprensa tiveram o condão de arregimentar contra si um poder que não puderam suportar. Deu no que deu: impeachment da Dilma e prisão do Lula.

Não seria mais fácil, mais honesto, mais sincero, mais humilde facilitar a ocupação dos imóveis do programa “minha casa, minha vida” por essas pessoas que hoje vivem nos barracos na periferia, do que chamar autoridades pro embate?

Esse negócio de luta tem a ver com ringue, UFC, pancadaria, sangue e não serve como metáfora na tentativa de solução dos problemas de moradia de Piracicaba.

Trincheira? Que mané trincheira? A primeira Guerra Mundial que aconteceu na Europa entre 1914 a 1918 já terminou faz um tempão. Diga-se o mesmo da II Guerra que devastou a Europa e terminou, graças a Deus, em 1945.

Como solucionaremos então problemas atuais com arcabouços do século passado?

Se liga na matéria, mano.

Afinal qual gajo, me diga, qual gajo, teria como disposição, diante das dificuldades em resolver problemas angustiantes, maior ânimo pra dificultar ainda mais as coisas, se não fosse um “espírito de porco” novato?

Cremos que seremos mais úteis à sociedade se utilizarmos o tempo e o dinheiro que dispomos para encaminhar, facilitar e contribuir com a solução dos problemas e não criar mais empecilhos que embacem os vitrais e cristais das nossas humildes janelas.

 

 

 

Novembro 19, 2020

Fernando Zocca

 

 

negociante.jpg

 

Joseph Marie Cassaniqueis era um sujeito considerado súcio pelo pessoal que o conhecia bem.

Outros diziam ser ele mais falso que nota de 1.000 reais. Quando ainda mocinho, participava das bebericagens nos botecos da urbe pobre e por andar mais na vagabundagem do que em qualquer atividade que lhe pudesse ser lucrativa, teve contra si os protestos dos papais, titios, titias, vizinhos e alguns conhecidos.

Mas a que podia dedicar-se Joseph Maria a fim de impedir tantas queixas e reclamações sobre seu comportamento? Principalmente seus pais estavam interessadíssimos e curiosos nas possíveis respostas dessa questão.

- Afinal de contas esse moleque já tem 17 anos e logo-logo aparecerão sirigaitas a rodear o mancebo sondando a possibilidade do abarcamento do tal a fim de garantir o sustento próprio – disse numa certa ocasião o pai do Joseph ao cofiar a barbicha rala.

- Não se preocupe meu velho. Já tenho planejado um rumo pro nosso filho – respondeu a mãe de Joseph Marie Cassaniqueis – Combinei com a comadre, sabe aquela que tem um fogão a lenha e torra pão amanhecido? Então... Já combinei que ensinaremos esse pimpão a ganhar dinheiro.

- Como assim mulher? – Só quem ganha dinheiro nessa cidade é barnabé, funcionário público – retorquiu o pai do Joseph.

- A comadre me disse que liberaria umas galinhas do galinheiro dela a fim de que o filhote nosso pudesse ir treinando nessas artes de venda – concluiu a mamãe preocupada com o destino do filho que, segundo ela, já descambava pra pingaiada irremediável.

- Sei não mulher. Isso não vai prestar – sentenciou o pai já cansado de ver o moleque ao Deus dará.

Passado algum tempo evidenciou-se que o papai do Joseph Marie estava equivocado e que a mamãe dele estava mais perto de acertar o prognóstico sobre o futuro do fanfarrão vadio.

- Eu não lhe falei meu velho? – vangloriou-se a mamãe ante a notícia de que o filhote vendera o galinheiro todo da vizinha, repassando a ela – a vizinha - o valor da transação e mantendo para si o preço combinado da comissão, pela intermediação do negócio.

Quando o pai, os tios, as tias, e até mesmo as vizinhas do quarteirão de baixo, onde ficava a escola primária, em que o hoje corretor estudara, soube da novidade, a onda de inveja e ciúmes foi digamos semelhante aos vendavais destruidores.

Então diante da oposição que se levantava contra o progresso do mocinho, o avô do Zé Marie determinou:

- Quem vende um galinheiro, vende qualquer coisa. Vamos ajudar esse moleque se não o capeta dismilingue a criatura – cochichou o nono, que tinha no seu rol de amizades, o açougueiro mais portentoso da região central da cidade.

- Já providenciei um encontro entre nosso filho Zé Marie Cassaniqueis com o prefeito Tendes Trame. Parece-me que a prefeitura tem uma verba sentida e quer investir em imóveis que possa transformar em repartições públicas – garantiu a mamãe do Zé Cassaniqueis.

Então num domingo quando toda a família estava reunida para o almoço dominical o Zé, cheio de si, orgulhoso que só a porra, disse aos presentes:

- Pessoal eu tenho uma novidade pra contar pra vocês... É o seguinte: O Hermínio Petrinca quer vender as instalações do que foi a clinica psiquiátrica, hospício, casa de repouso, randevu, pensão, treme-treme e eu preciso achar um comprador. A comissão, se eu conseguir, dará pra eu comprar um carro zero quilometro, daquela fabriqueta que fizeram aqui na cidade.

- Meu filho, meu neguinho, você será o mais famoso corretor de imóveis dessa cidade. A mamãe aqui já trançou os pauzinhos e você conhecerá o nosso prefeito Tendes Trame. A prefeitura tem um cascalho fortíssimo e não há, no momento, nada em que investir – falou a mamãe do Zé Cassaniqueis ao servir uma porção generosa de lasanha pro filho.

Bom, o tempo passou e Tendes Trame em contato com Hermínio Petrinca, por intermédio do Zé Cassaniqueis, o corretor, entabulou negociação na qual a prefeitura municipal desapropriaria o edifício onde funcionara o hospício, o treme-treme, o randevu, possibilitando assim à família do Petrinca, pagar folgadamente todas as suas dívidas.

Não é preciso dizer que o valor entregue pela prefeitura aos Petrinca ultrapassou em 100 vezes o valor real do mercado daquele imóvel onde no passado os pinguços da cidade, depois dos enlouquecimentos provocados pelas pingas da bouba do rato, buscavam o restabelecimento da saúde.

- Negociante é negociante, corretor é corretor – exultou de alegria a mamãe do filhote Zé Maria Cassaniqueis, diante da bolada de dinheiro que o moleque pôs sobre a mesa.

- Meu filho é phoda. Com essa inteligência ele poderia ser até um jornalista, um ministro da fazenda, ministro das relações exteriores, e o escambau – concluiu o papai do Joseph Marie Cassaniqueis ao intrujar no bolso traseiro da sua calça um maço de notas de R$100,00 que tirara, sem que ninguém visse, da mesa.    

  

 

Novembro 18, 2020

Fernando Zocca

 

 

 

 

relógio de parede.jpg

 

Depois do vexame a que foi exposto, o PT ainda conseguiu eleger uma representante para a camara de vereadores de Piracicaba.

A cassação de Dilma, prisão do Lula, condenações por mais variadas causas e formas, fizeram da entidade algo objetável extremamente repulsiva.

Entretanto o substrato no qual se baseia a tal organização persiste e está muito presente na sociedade: a miséria, a ignorância, a exploração, a desonestidade, o “salve-se quem puder” a crueldade e a maldade.

Nesse pólo dominante destacam-se as personalidades tais como as de Donald Trump que, para manter a sua posição não titubeia em atropelar, sem dó nem piedade, os que possam estar a sua frente.

Também estão nessa categoria os que exploram, pra sobreviver, os “relógios”, ou seja, os achaques do que restou duma doença. Nesse tipo há os que adicionam os grandes latifundiários, proprietários de centenas de imóveis na cidade e que vivem do que auferem com os aluguéis.

Particularmente nesse ponto fica difícil, oferecer moradia digna para milhares de pessoas, quando centenas de proprietários deixariam de ter os rendimentos obtidos dos aluguéis cobrados das pessoas que agora teriam imóvel próprio, onde morar.

Se o PT quiser se reorganizar o caminho será o de proporcionar aos despossuídos o que geralmente deixaram de ter impossibilitados pela estupidez e crueldade dos que se julgam “caçadores” e não “caças”.

Esse capitalismo imbecil, cruel, maldoso, tende a acabar do mesmo jeito que o governo de Trump nos Estados Unidos.

Fora da boa disposição de ânimo para com todas as criaturas não haveria mesmo salvação.

 

 

Novembro 11, 2020

Fernando Zocca

bandeira.gif

 

É neste momento de eleições que a população também economicamente ativa tem a chance de dizer àquelas pessoas, que se propõem a dirigir os destinos dos moradores da cidade, o quanto elas foram úteis enquanto usufruíam as vantagens do poder.

Sem medo de incorrer na violação de qualquer dispositivo legal que regule a matéria, podemos dizer que o candidato à reeleição ao cargo de prefeito, apesar de ter contra si dezenas de condenações, por tribunais superiores, apresenta-se pedindo mais quatro anos de emprego.

Infrações tais como licitações dirigidas, favorecimento de concorrência desleal, superfaturamento de obras e serviços, desvios de verbas do público, fazem parte do Curriculum de muitos candidatos que, dependendo dos resultados dos julgamentos dos seus recursos podem ter de conformar-se com o  recolhimento ao estabelecimento prisional.  

Esses candidatos amplamente condenados, não por mim ou por você, caro leitor, mas pelo Judiciário, vêem na reeleição a oportunidade de se livrarem soltos das condenações e das garras da lei.

Quem se lembra, por exemplo, das barbaridades que ocorreram com o superfaturamento das contas de água cobradas pelo SEMAE?

Quem se lembra?

Naqueles meses, durante o governo do Sr. Barjas Negri, a desorganização da autarquia municipal era tanta que alguns vereadores propuseram uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) a fim de esclarecer os motivos que levaram a autarquia a majorar os preços da água de forma absurda como daquelas pessoas que, gastavam em média R$30,00 ou R$40,00 mensais no consumo da água, passassem a receber contas de R$300.00 a R$400,00 mensais pela mesma quantidade de água consumida durante um mês.

E o que as pessoas faziam quando percebiam os enormes equívocos impressos nas suas contas d água? Tinham que enfrentar filas imensas, durante horas, a fim de protocolar um requerimento (isso tudo depois de quitar as cobranças) solicitando a revisão das contas e a confirmação dos erros cometidos pelo Semae.

Bom, colocada em votação o requerimento de abertura da CPI para apurar os erros ou justificá-los, foi o pedido arquivado, da mesma forma e semelhança do acontecido com a CPI no ministério da Saúde, quando Barjas Negri era ministro, e foi apontado como responsável pelo superfaturamento das ambulâncias compradas pelo ministério a fim de serem encaminhadas às cidades do Brasil todo.

Ficou elas por elas e tudo por isso mesmo, mas não deixou de fazer aflorar no espírito do cidadão comum, eleitor pagador de impostos, o reforço do sentimento de impunidade, do fracasso da aplicação da lei.

Agora o senhor prefeito pede mais quatro anos.  Quem lhe der quem concordar com ele, saberá que não poderá fazer nada ou reclamar de qualquer injustiça ou mal feito que ele e seu grupo venham a cometer contra as finanças e economias do próprio eleitor.  

Os vereadores que votaram contra a CPI do SEMAE que poderia revelar delitos cometidos naquela área foram: André Gustavo Bandeira (PSDB); Carlos Gomes da Silva (PP); Isac Alves de Souza (PTB); Jonson de Oliveira (PSDB); José Aparecido Longatto (PSDB); José Marcos Abdalla (PRB); Oswaldo Schiavolin (PSDB); Paulo Henrique Ribeiro (PRB); Pedro Kwai (PSDB); Ronaldo Moschini Silva (PPS); Rerlison de Rezende (PSDB) e Wagner de Oliveira (PHS).

Todos esses vereadores, com essa atitude de impedir a instalação da CPI do SEMAE, perderam a oportunidade e também impediram seus eleitores de terem a certeza de que havia ou não crime nas cobranças das contas da água.

Em havendo a persistência da dúvida quanto a justeza e honorabilidade dessas pessoas, o melhor seria evitar reelegê-las.

Errar uma vez é até humano, mas repetir o erro duas ou mais vezes já é burrice mesmo.  

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub