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O Prato do Dia

O Prato do Dia

Fevereiro 26, 2021

Fernando Zocca

 

 

acipi imprudencia negligencia.jpg

 

A Acipi (Associação Comercial e industrial de Piracicaba) movimentando carro de som pelas ruas centrais da cidade tem conclamado o povo a desobedecer as determinações do governo paulista dizendo, entre outras coisas, que “a população quer trabalhar”, “os comerciantes precisam trabalhar” e outras palavras de ordem.

Ou seja, o governo paulista tendo em vista o aumento dos casos da covid 19, a diminuição dos leitos hospitalares, destinados às vítimas da doença, prega o fechamento do comércio, da indústria e da prestação de serviços até que, por meio da vacinação em massa da população, haja o decréscimo do perigo à vida.

Entretanto a ausência de colaboração por parte principalmente dos comerciantes da região central da cidade, tem, se não favorecido a superlotação das entidades responsáveis pela cura das vítimas, pelo menos demonstrado uma tremenda falta de sintonia com as determinações oficiais.

É claro que na base dessa desobediência insana não deixa de estar a negação da mortalidade causada pelo vírus. Engrossando a fileira dos que creem que o corona-19 não passa de uma gripezinha, como afirmou o Sr. Presidente Jair Bolsonaro, essa ACIPI busca induzir os comerciantes e comerciários da cidade a cometerem o  verdadeiro delito da  desobediência civil.

A estupidez dessa campanha que pretende conduzir a um levante contra a autoridade máxima do executivo estadual utiliza-se de canais de TV, rádio e autos onde se esgoela pelas ruas a necessidade premente de trabalhar.

Sim trabalhar é bom, necessário e faz bem pra saúde. Mas no momento os perigos, prejuízos e danos dessas ações são bem maiores do que os seus supostos benefícios.

Quem tem posses materiais e, se vitimado pela doença, geralmente não se interna ou procura cuidar da saúde nos hospitais da cidade. Quem é abonado e pode pagar pelos custos do tratamento vale-se dos grandes hospitais de São Paulo.

Essa campanha de desobediência alimentada e incentivada pela Associação Comercial e Industrial de Piracicaba, não leva em consideração a ausência de leitos destinados a cura dos vitimados pela doença.

Na verdade essa orientação busca mais fortalecer a posição do Sr. Presidente Jair Bolsonaro que tem à sua disposição, em virtude do cargo que ocupa, hospitais e equipe médica caríssimos eficientes na cura da doença.

O que a ACIPI pode causar com essa desobediência civil é o abarrotamento das unidades de saúde, onde é comum vermos centenas de pessoas nas macas, nos corredores e até mesmo no chão das entidades que também estariam com a notável redução do pessoal da saúde.

A ACIPI e o presidente da república podem se preparar para responderem por imprudência e negligência no trato das coisas públicas referentes à saúde e, por consequência, pela morte de milhares de cidadãos que não mais consumirão e muito menos votarão novamente.

Sem dúvida caberia à Camara de Vereadores criar uma comissão de parlamentares responsáveis pela representação ao Ministério Público contra a presidência e a diretoria da ACIPI que promovem essa comoção na cidade.

 

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Fevereiro 21, 2021

Fernando Zocca

 

 

treblinka 1942.jpg

 

Um ex-vereador me segredou que o ex-prefeito Barjas Negri teria envolvimento com o superfaturamento do imóvel situado à Rua do Trabalho, 602 onde funcionou, por muito tempo, o hospício dos Petrim.

Segundo informações do ex-edil, o então prefeito Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB) teria desapropriado o prédio, desembolsando dos cofres da prefeitura, e pagando aos proprietários, valores centenas de vezes maiores do que o valor real – preço de mercado – daquela propriedade particular.

Entretanto surge a dúvida sobre a veracidade das afirmações daquele ex-vereador por haver suspeita de que teriam sido manifestadas tendo como substrato a tremenda frustração por não ter ele sido reeleito pela quarta ou quinta vez consecutiva.

O empreendimento nosocomial situava-se a Rua do Trabalho, 602 funcionando com o nome fantasia de Clinica de repouso Dr. Cesário Motta Júnior de propriedade de Hermínio Petrim que tinha também uma fábrica de doces e balas situado à Rua Governador Pedro de Toledo, 1432 nas proximidades da Igreja Metodista.

O fracasso administrativo e terapêutico levou ao fechamento da entidade que, por muitos anos, funcionava com subvenção pública, isto é, com aportes financeiros do município, do estado e da união. Sem essas injeções de verbas, o hospício duraria menos do que durou.

A maioria das causas das internações referia-se ao alcoolismo. O ex-vereador e ex-presidente do E.C. XV de Novembro Romeu Ítalo Rípoli dizia que os Carmignani (Caninha Cavalinho) e Humberto D´Abronzo (Tatuzinho, Oncinha, Vila Velha, Pitú) e mais alguns outros intoxicavam enlouquecendo os trabalhadores com os produtos das suas indústrias e os Petrim tentavam curá-los; quem pagava as contas era o então INPS.

O ex-vereador, advogado, folclorista, sociólogo, jornalista Dr. João Chiarini, afirmava ser o tal hospício um empreendimento comercial que objetivava mais aos lucros do que propriamente o resultado positivo das terapêuticas aplicadas nas pessoas que se submetiam às crenças de que ali seria o verdadeiro Shangri-lá (Shangri-la, do romance do escritor inglês James HiltonLost Horizon (Horizonte Perdido) de 1933, é um lugar paradisíaco situado nas montanhas do Himalaia, mirante de panoramas maravilhosos, onde o tempo parece deter-se em ambiente de felicidade e saúde, com a convivência harmoniosa entre as pessoas das mais diversas procedências).

Chiarini afirmava que a semelhança do hospício com os campos de concentração nazistas, principalmente (foto: wikipédia) o de Treblinka (o quarto campo de extermínio alemão onde judeus eram mortos nas câmaras de gás por fumaça produzida pela combustão dos motores a diesel, localizado nos arredores da cidade de Treblinka, na Polônia, ocupada pelos alemães), tinha origem na ascendência italiana fascista dos proprietários.

O sanatório, e sua população, serviram também como laboratório, local de estudo, aos alunos do primeiro curso de psicologia instalado na UNIMEP.

Os chamados “pacientes” teciam redes de pesca, faziam barquinhos de papelão, jogavam sinuca, e em algumas ocasiões, assistiam filmes projetados na parede externa da quadra de futebol de salão.  

Com a falência do empreendimento, por um acordo entre os Petrim e o então prefeito Antônio Carlos Mendes Thame, em reuniões que aconteciam no escritório do advogado e então procurador do município João Carlos Carcanholo o prédio da Rua do Trabalho, 602 passou a ser propriedade da prefeitura.

Na época da transação não houve questionamento dos vereadores sobre um possível, provável super, hiper, mega imenso superfaturamento do valor da propriedade.

Aliás, diga-se de passagem, que a grande maioria dos empreendimentos aqui em Piracicaba (como por exemplo, acontece com os clubes sociais) acaba tendo suporte das verbas públicas.

Segundo informações os descendentes do Sr. Hermínio Petrim residem hoje no estado da Flórida, Estados Unidos.

 

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Fevereiro 12, 2021

Fernando Zocca

 

 

tabela do bicho.jpg

 

Lurdona Ton Inn ingressou majestaticamente com o narigão empinado, naquele princípio de tarde, no bar do Bafão e ajeitando a saia amarrotada pela posição no assento do carro, foi logo dizendo:

- Seu Bafão, por gentileza, quero uma dúzia de latas de cerveja Bramovsk, 500 gramas de mortadela Saudável, seis filõeszinhos, um maço de cigarros e 1 kg de carvão.

Bafão que mantendo um lápis pontiagudo preso na orelha direita, um pano de pratos no ombro esquerdo, alisando o avental sujo e surrado, na região da barriga abaulada, respondeu:

- Vai ter festa na sexta-feira dona Lú?

- ih, ocê sabe como é meu filho, né seu Bafo? Quem não conhece pensa que seja um sujeito importantíssimo, coisa e tal. Mas o bicho é cabeça dura que só vendo. Eu conheço a encrenca.

- Eu já sei, mais ou menos, como funciona a mente desse tipo. Ele puxou seu marido, o pai dele não foi? O tal do Hein Hiquedemorais?

- Não seu Bafo grande, ele segue as ordens da minha nora, a esposa dele a Luisa Fernanda. Conhece? Ela está sempre por aqui comprando cigarros. Ela é daquele tipo que basta saber que não pode fazer tal coisa que a peste vai lá e faz!

- Conheço sim, dona Lurdona ela foi gerente duma loja comercial, não era mesmo?

- Sim. Meu filho, o Célio Justinho, quando se aconchegou com essa tal de Luisa, era divorciado. Era pai de uma menininha, minha neta, linda que só vendo... Daí... Vá vendo... Essa (com o devido respeito) tranqueira se aproximou e “negativou” meu filho. Queria “cancelar o CPF” dele, dizendo que era um contabilista fajuto aplicador de golpes nas casas comerciais da cidade tendo prejudicado o comércio dela. Bom, papo vai, papo vem, no fim acabaram se enleando de tal forma que deu nisso que vemos agora. Mas tem um porém: o churrasco, nos finais de semana é mandatório, funcionando como reforço e firmação do compromisso deles.

- Nossa! Que esquisito dona Ton Inn! – comentou Bafão ao colocar sobre o balcão, defronte a freguesa, as coisas pedidas por ela.

Tirando o cartão do Bolsa Família da bolsa de couro de jacaré Ton Inn pediu a maquinazinha receptora. Finalizada a transação e concluída a tradição, Ton Inn se preparava para levar tudo para o carro quando de repente parou dizendo:

- Mas, me diga seu Bafo imenso, que bicho dá hoje?

Sem ter um palpite formado Bafão olhou para a rua no momento em que passava Zé Laburka com aquele seu passo de marreco, indo em direção ao bar da concorrência.

- Olha dona... Acho que vai dar veado – disse Bafão ao pensar “Aquele cretino vai saracotear no bar do Maçarico e passa aqui na frente só pra me provocar!” - Pode ser que mais tarde venha o 24. Joga no grupo que pode dar! É Batata.

Sentindo o peso das coisas adquiridas Ton Inn, viu do outro lado da calçada Dani Arruela acompanhada por duas outras pessoas.

“Nossa como desenvolveu o hoyo del culo daquela senhora. Era tão mirradinha, sujinha, fedidinha e olha como ficou, né gente?” – pensou Lurdona.

- Eu tenho a impressão que dê peru, mas sinto que hoje vem vaca, seu Bafão... – concluiu Lurdona Ton Inn.

- Quem sabe né dona?

- Até mais então seu Bafo imenso – despediu-se a velhota fazendo uma força danada pra colocar dentro do seu carrinho preto aquelas coisas todas que adquirira.

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Fevereiro 06, 2021

Fernando Zocca

os monstros ivonne de carlo.jpg

 

Marina Baldwin querendo mostrar poder, ascendência sobre os pagãos incréus, não titubeava em invadir as casas vizinhas, violar cadeados, fechaduras, e dizer pra todas as testemunhas:

- Conosco ninguém podemos.

Baldwin detestava a berlinda; pra ela quanto mais escondida, às ocultas, nas sombras, era melhor. Aos retardados que a rodeavam ela gostava de explicar as coisas como se fossem todas sobrenaturais. Na verdade Baldwin não tinha poder nenhum; ela era mestre na enganação; mãe da mentira e catedrática na simulação.

O número expressivo, a quantidade de “beiços caídos”, impressionados com as “mágicas” que ela fazia significava o sucesso que ela tinha pra impressionar e manipular os tontinhos dependentes.

Ou seja: quanto maior a quantidade de gente impressionada com os fenômenos praticados por ela, maior seria seu capital de convicção, de credibilidade, de convencimento dos do entorno.

Zé Laburka com a crônica infecção do nervo ciático (pra ele aziático), quase que impossibilitado de se locomover, teimosamente insistindo em andar pela calçada, não se importava de fazê-lo, mesmo que fosse esfregando-se pelas paredes.

O acumulo cada vez maior de maus-encarados pelas ruas do bairro não a deixava tão apreensiva. Ela considerava-se imune às maldades do populacho. Marina recordava-se de um comentário sobre si que ouvira na fila do supermercado:

- É parda. Pardinha, nascida à tardinha, logo depois do fim da linha...

“Mas olha quanta insolência” - pensara, na ocasião, a Marina muito sentida com o que ouvira. E depois murmurando entredentes:

- Com esses cretinos só no bofete,  mesmo.

Marina era fã incondicional da famosa atriz canadense Ivonne De Carlo (nascida Margarette Ivvone Middleton) em Vancouver, Canadá no dia 01 de setembro de 1922 e naturalizada norte-americana. Marina Baldwin sabia também que Ivvone de Carlo destacara-se, dentre outras produções cinematográficas, com a série Os Monstros (foto) cujos personagens e atores eram os seguintes: Fred Gwynne  - Herman; Yvonne De Carlo – Lily; Al Lewis – Vovô; Beverley Owen - Marilyn (até o episódio 13); Pat Priest - Marilyn (episódio 14 ao 70); Butch Patrick – Eddie.

- Se eu não eleger prefeitos, deputados e vereadores com as mágicas que sei fazer, então, minha amiga sei que chegou a hora de me aposentar – garantiu Marina Baldwin à sua comadre Zaíra Longarina, numa tarde, logo depois que ambas saíram do Lar dos Velhotes onde visitaram um antigo freguês de caderneta.

 

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Fevereiro 01, 2021

Fernando Zocca

 

 

A campanha de Laércio Bivisan recebeu o apoio da poderosíssima vovó Bin Slave Latem, da própria Luísa Fernanda, do Célio Justinho, que teria apresentado a ele – Laércio Bivisan - a matrona Marina Baldwin, uma senhora idosa, obesa, mas com poderes de espantar a mais produtiva bruxa das cercanias.

- Ah, meu neguinho você pensa que vou entrar nessa assim, sozinha? E lá eu sou boba ou o quê? – teria sido a manifestação da Marina Baldwin quando soube que o candidato Laércio valer-se-ia dos seus préstimos no alavancamento da candidatura.

- A gente sabe que o sujeito não presta e se for eleito ficará pior ainda - comentou Van de Oliveira Grogue na reunião que decidiria quem faria o quê na campanha do Laércio piradinho.

- Quero que vocês recebam minha querida, de longa data, comadre, a conhecida Zaíra Longarina – a mulher pássaro - que nos tempos de antanho, isto é, nos tempos primevos já tentava voar com seus próprios esforços independentes desta ou daquela traquitana.

- Ih, bem! Essa tal de Zaíra já tinha meia idade quando Santos Dumont viajou para a França buscando aceitação do que fazia – categorizou a famosíssima Bin Slave Laten.

- Hum... Não sei não – respondeu Bivisan – minha campanha terá como pilar principal, conforme já sabem a defesa da cachorrada desta cidade tão importante. Não sei se caberia colocar alguém com mania de voejar feito mosca pela periferia da urbe nesses tecos-tecos da vida.

- Laércio, Laércio, meu querido – insistiu Luísa Fernanda – nós precisamos ter paciência. Se quisermos ocupar um cargo no legislativo, por uma, duas, três vezes ou mais, temos de somar com todos. Está certo, sua plataforma já está escorada no hospital veterinário e no cemitério para os bichinhos, mas, você haverá de entender que precisamos ser mais amplos, entende meu bichinho vermelhinho? Aliás, como vai essa sua pressão alta? Dizem que seu cardiologista está com saudades de você. É crível?   

- Não sei de pressão nenhuma. Só porque gosto de comer carne e beber cerveja, vinho, e de vez em quando uma pingazinha, vocês insistem que tenho a pressão alta. Esse vermelho do meu rosto é consequência da minha ascendência latina. Nada a ver. E, mudando rapidamente de assunto, acho melhor a senhora, dona Luísa Fernanda, aprender direitinho a tocar o hino do Corinthians naquele seu teclado velho. Assim de ouvido não dá, não pode ser – respondeu o candidato.

- Precisamos saber se você fará oposição ao Jarbas – falou a vovó Bin Slave Laten que, como todos sabem, foi a chefe de gabinete por muitos e muitos anos do prefeito (quase imperador) Jarbas o nego bom nas mágicas.

- Faremos assim, minha querida vovó: daremos a impressão de sermos contra o prefeito e seus acompanhantes, desta forma somaremos com todos aqueles que desejam que ele não seja reeleito. E olha que tem um mundão de gente querendo que ele preste contas principalmente das licitações dirigidas – respondeu Laércio.

- Olha seu menino, eu sempre disse pras minhas irmãs e parentes que esta cidade Tupinambicas das Linhas quando se aferra com alguém a coisa fica igual a viagem com locomotiva antiga, demorada, mas satisfatória – comentou Marina Baldwin.

- Sim, meus amigos é verdade. Vejam o caso do Jarbas o tal do caquético testudo: faz uma vintena de anos que ele e sua malta ocupam os cargos que na teoria seriam transitórios,  mas que na verdade, na realidade, são como que vitalícios. Isso tudo por obra dos nossos trabalhos etéreos – confirmou Zaíra Longarina.

- Laércio, meu neném, eu lhe garanto que, você se reelegerá no mínimo seis vezes – disse num tom de certeza Luísa Fernanda que abraçada ao Célio Justinho, logo completou: - Não se esqueça da gente viu bem? A gente ajuda, mas também queremos compensações. Afinal mamarás nas tetas mais produtivas do interior do Estado de São Tupinambos. Não se esqueça de nós, viu lindinho?

Levantando-se e dando por encerrada a reunião Laércio falou com a segurança de goleiro de time campeão:

- Sim, meus queridos: Lula lá e o Laércio aqui. Que assim seja.

(Este é um texto de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas terá sido mera coincidência).

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