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O Prato do Dia

O Prato do Dia

Junho 21, 2020

Fernando Zocca

 

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Tupinambicas das Linhas... Ah Tupinambicas das Linhas... Era um lugar tão desprezível, tão molesto... Mas todos que percebiam esses fatos não ousavam nem sequer mencioná-los; ao contrário, os oportunistas, quando trabalhando na locução das rádios, nas redações dos jornais, a fim de não se indisporem com os “donos” do lugar teciam loas a torto e direito contra a própria consciência. Era preferível mentir pra si mesmo do que enfrentar as demonstrações de desagrado dos políticos que tinham a cidade como uma enorme fazenda, propriedade particular.

Naqueles dias estávamos em tempo de eleições e, é claro, os representantes do mesmíssimo grupo de sanguessugas apresentava-se em busca do apoio popular que, invariavelmente lhes prorrogaria o contrato de trabalho e a permanência, por mais quatro anos, nas folhas de pagamento dos poderes públicos.  

Jarbas, o caquético energúmeno, por alguns considerado o dirigente-prefeito-político-perfeito vitalício da cidade, tinha a fama de, nas horas vagas, distrair seus abobados seguidores com passes de mágica.

- Ih, olha lá, hoje é sexta-feira e o prefeito Jarbas vai mostrar seus novos truques que aprendeu quando foi pra São Tupinambos, na semana passada – disse o vetusto ex-deputado estadual Jairro Ribreito de Barrios que era proprietário da rádio Ensinadora de Tupinambicas das Linhas à sua filha, comerciante de roupas fracassada que, por não ter o que fazer, depois do debacle comercial, ganhara um programa no radiozinho do papaizito.

- Mas, papai, não sei por que o senhor insiste em manter o apoio ao Jarbas. Ele tem seguidores que não se cansam de afirmar que o senhor, quando deputado estadual lá em São Tupinambos, com seu voto, permitiu que fizessem um represamento nas cabeceiras dos afluentes do rio Tupinambicas, gerando com isso o enfeiamento da nossa região e praticamente o desaparecimento do tradicional rio Tupinambicas obtendo com isso, a bufunfa necessária pra comprar a Rádio Ensinadora - respondeu a mocinha (já um tanto quanto que embarangada, mas ainda mocinha) – ciente de que convenceria o papaizinho.  

- Filha, em política é tudo mais ou menos assim, isso mesmo. A política, minha neném, é igual às nuvens: elas, a cada dia, têm um jeito.

“O Jarbas é macaco velho na política. Ele se meteu na roubalheira – seperfaturamento das ambulâncias – quando participou do governo federal e nem por isso foi punido. Ele tem seus truques. Alíás é bom que você saiba, minha lindinha, fofinha do papai, que a palavra truque tem o mesmo som da palavra inglesa truck que quer dizer caminhão.

“Agora caminhões estiveram, para um antigo governador de São Tupinambos, do mesmo jeito que as ambulâncias estão pro prefeito safadinho e sua corriola. Ou seja o que o Jarbas fez com as ambulâncias – superfaturamento -  o ex-governado Ademir Pedreira de Barrios (que nasceu em Tupinambicas das Linhas), fez com os caminhões que, superfaturados, serviriam para o reforço do material da polícia do Estado de São Tupinambos. Como em ambos os casos não houve apuração e nem punição o hábito de comprar veículos com preços maiores do que os do comércio prevaleceu; então Jarbas o mágico, com seus truques, não sabendo muito bem o que fazer com eles favoreceu, criou, empreiteiras mil que, com o numerário das obras públicas, superfaturadas e licitações fraudadas, financiaram e ainda financiam campanhas  mantenedoras dele e os da corja maldita no poder até os dias atuais. Não vê o Tendes Trame? E agora sua concubina Pregnancy Trame quer também abocanhar uma tetinha pública.

- Com tudo isso o senhor ainda quer participar dessa coisa ruim? – quis saber a moçoila.

- Filha, de onde você acha que vem a grana pro papai manter aquele asilo de velhos? A covid-19 desancou a velharada, morreram muitos. A entrada de “ferpa” reduziu muito. O Asilo tem uma folha de pagamento e despesas imensas. Sem a mãozinha dessa negadinha esperta, não dá pra manter mais nada.

- Então o senhor votará na Pregnancy Trame, vai se comprometer?

- Nem falecido. Não quero, com meu voto, ajudar a causar o empobrecimento do poder público e o consequente enriquecimento de gente safada. Quando vierem as eleições quero ir pra Paris, Roma ou Londres. Velha por velha, fico com as européias.  

 

Abril 15, 2019

Fernando Zocca

 

Quando fomos candidato a vereança há muitos e muitos anos passados, primeiramente pelo PDT e depois pelo PSDB, uma das nossas propostas era a da priorização, pelo poder público, das praças e jardins.

A necessidade se nos deparava em virtude de não haver, na maioria dos bairros, distantes das áreas centrais da cidade, locais diversos do próprio lar, que não fossem os botecos, onde as pessoas também pudessem estar bem.

O pessoal eleito, naquele tempo tinha como objetivo mais ajeitar a própria vida, e a dos parentes próximos, do que propriamente resolver situações outras que não lhes favorecessem os projetos.

Então a especulação imobiliária, tanto nas regiões centrais, como nas periferias, era o interesse dominante.

Esse tipo de mentalidade carreou ao legislativo e ao executivo do município, personalidades que se dedicaram, (algumas estão aí até hoje), a manterem seus focos prioritários nos ganhos decorrentes da exploração dos negócios imobiliários.

Em defesa daquela política não tão salutar, difundiam-se os argumentos de que os tais logradouros públicos só serviriam para a concentração dos desocupados, viciados e criminosos.

As motivações pelo desenvolvimento das propostas que só se referissem aos condomínios de luxo extremo, pontes, viadutos e prédios públicos suntuosos, impediam o entendimento de que com o policiamento eficiente, nas áreas destinadas ao lazer e ao bem estar do cidadão, a diluição dos problemas impeditivos alegados seria bem efetiva.

Bom, o que vemos hoje, passados tanto tempo, e a condenação de muitos envolvidos nos desvios dos dinheiros relacionados a contratos com as empresas, empregadas na realização das obras do governo, é o poder público especialmente aqui de Piracicaba, dirigir esforços (antes tarde, do que nunca) na criação de locais onde a população tenha onde ficar, e o que fazer, que não seja o só bebericar nos recintos dos botequins.     

 

Fevereiro 13, 2019

Fernando Zocca

 

 

Cochichando.jpg

 

O que acontece hoje relacionado ao SEMAE (Serviço Municipal de Água e Esgoto) é um fenômeno político/ideológico chamado privatização.

É a saída do estado da administração daquelas atividades consideradas essenciais para a população, entregando-as aos empreendedores.

Então o que ocorre com essa autarquia municipal é o desinteresse administrativo por ela, concretizado na ausência da renovação do pessoal empregado, inibição do aporte das verbas municipais destinadas ao reparo/manutenção do maquinário especializado, e descerebração administrativa.

Essa orientação ideológica municipal, diferente do direcionamento estatizante, pregado pelo petismo, segue o exemplo capitalista das grandes privatizações feitas pelos governos federal e estaduais, ao longo dos anos.  

Desta forma a administração municipal se exonera de pagar salários aos trabalhadores da empresa, deixando também de solicitar/prestar auxílio financeiro quando possível e necessário.

Esse “menos estado” na vida do citadino carece de bastante tempo para a assimilação. Um fato importante é a apuração da justeza empregada nos preços cobrados pelos serviços de água e esgoto. Como saber se os valores cobrados não são abusivos?

No entendimento da administração atual a autarquia deixaria de ser um tremendo “cabide” de empregos em que os cargos serviriam somente para agasalhar os correligionários do chefe do executivo na berlinda.

Segundo essa opinião, a produtividade seria o norteador da gestão da empresa agora particular.   

Num momento da política mundial, especialmente na América Latina, em que alguns ditadores da esquerda buscam manter o poder mesmo à custa de muito abuso, crueldade e sofrimento intenso da população, a entrega à iniciativa particular das várias atividades, antes administradas pelo poder público, não deixaria de ser bem salutar.

 

Maio 10, 2017

Fernando Zocca

 

 

Santa Cecília 006.JPG

 

Quando alguém é aprovado em concurso público e não é chamado, observando depois que o pessoal do partido, ou da mesmice administrativa, que ocupa o poder, há décadas e décadas seguidas, conseguiu sinecuras sem esforço nenhum, na base da falcatrua, por meio das fraudes, deixamos de acreditar na classe dos políticos.

Não tem como confiar nessa gente.  

Pra quem diz que é assim mesmo, a resposta é que isso não está certo. Essa situação gera tanta injustiça notória propiciando novas e novas atitudes do mesmo gênero que o resultado não pode ser outro do que a atual situação em que se encontra o Brasil.

Conheço um cidadão que, tendo oito ou nove filhos, com mulheres diferentes, conseguiu “encaixá-los” todos numa autarquia municipal. Quando questionado sobre o fato o preclaro e solícito servidor respondeu que todos tinham sido “aprovados” em concurso de provas e títulos.

Deus está vendo.

Com essa situação, calamitosa e bagunçada que se encontra o país, tem gente perguntando se precisará furtar ou roubar para comer.

O descalabro é tanto, a desordem é tamanha, que não se sabe se os ladrões de banco, estelionatários ou furtadores comuns, se inspiram no pessoal de Brasília ou se é o pessoal do congresso que se inspira nesses tipos de obtenção de riqueza, demonstrados pelos criminosos.

De qualquer forma é bom que o poder judiciário comece a demonstrar razões positivas da sua existência, da sua utilidade.

Ninguém gostaria de ver o MST armado, fazendo ordem unida, buscando formas sensatas para sobreviver e manter os seus em situações dignas.

Mudando um pouquinho o assunto: quem pratica caminhada, corrida, ou simplesmente leva seu cãozinho a passeio reiteradamente no parque do bairro Santa Cecília percebe que o local não dispõe de sanitário.

Ante as dificuldades encontradas pelo poder público em construir o aposento adequado ao ambiente sugere-se a instalação de banheiros químicos, ou móveis.

Tendo a manutenção constante eles se prestarão com mais facilidades, e conforto, aos usuários do parque, do que as moitas aspérrimas do local.     

Janeiro 18, 2017

Fernando Zocca

 

 

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Ele foi filho duma empregada doméstica. O pai era solteiro e punido sob a acusação de fraudes no Correio, mas seu avô, pai do seu pai, era desembargador.

Esse é o começo da vida do escritor português Camilo Castelo Branco, nascido em Portugal aos 16 de março de 1825 e falecido no dia 1 de junho de 1890, aos 65 anos de idade.

Quem quiser saber mais sobre esse notável e talentoso autor português basta buscar, como eu o fiz, lá na biblioteca pública, os livros que ele escreveu.

Você pode objetar dizendo que não é preciso, nestes dias atuais, ir às bibliotecas para saber deste ou daquele assunto, já que pelo Google o mundo inteiro, tudo, o imaginável e o inimaginável, podem ser acessados e conhecidos. Mas eu digo-lhe que o material impresso concede-nos certa segurança, certeza, que o mundo virtual não consegue, por enquanto, inspirar.

De Camilo li e gostei do Amor de Perdição, que recomendo ao pessoal chegado aos prazeres da boa leitura.

Depois de ter ido devolver o livro, pensei em fazer, de ônibus, o trajeto de volta para casa. No terminal central, com sorte, consegui um assento na jardineira, que já se mostrava completamente lotada.

Ao meu lado estava sentada a moça alta, forte, loura, olhos claros, que manejando um celular, indicava estar alheia ao mundo em redor.

Pela força com que ela mascava o chiclete notei que estava bem tensa. E esse nervosismo manifestou-se, quando o ônibus, já em movimento, chacolejava ao passar pelos buracos da via.

Depois de uma sacudida mais forte, ela tirou os fones do ouvido e botando o telefone na bolsa foi logo desabafando:

- Olha, não quero ser chata, mas a situação política atual é mais ou menos esta: o sujeito quando criança foge da escola com a desculpa de ter de trabalhar. Na verdade por motivos que não convém dizer agora, a criança ou adolescente são expelidos do nucleozinho educacional, indo pra lugar nenhum, sem ter o que fazer. Quando cresce, por uma fatalidade qualquer, é eleito pra fazer leis, isto é, dirigir os destinos daqueles que teriam sido seus professores. Mas se como o cidadão mal sabe escrever o próprio nome, o que faria ele de útil no meio do cipoal, emaranhado burocrático, rançoso e até desnecessário, duma cidade carente da realidade menos chauvinista?  Bom, daí surgem então os gênios formados numa das maiores sinecuras desse nosso querido Brasil, propondo a criação duma escola pra vereadores. Vá vendo... Então o eleitor conclui que vale mesmo a pena deixar de estudar quando criança porque pode ser eleito e aprender, depois de velho, o beabá, na câmara municipal, recebendo ainda de quebra, o dinheirinho pago por quem contribui reiteradamente com o IPTU e outras imposições. Morou? Agora perceba que o chauvinismo aqui é muito próprio da mentalidade dos espertos que, exercendo uma espécie de penitência, se prestam a tecer loas em troca da remissão dos crimes que cometem. Prevejo que a estupidez, a imbecilidade, e a grosseria, muito comuns por aqui, tenham agora, com a reeleição, destes mesmíssimos e contumazes senhores, os bafejos revigorados, recrudescidos e fortalecidos. Com essa conversinha, esse papozinho, dessa gente recém-eleita, muito pouco se poderá fazer na transformação, desta terra de bosta, em algo mais significativo para o Brasil.

- Sem duvida nenhuma – disse eu à jovem, me levantando e dando, logo em seguida, o sinal para que o ônibus parasse.  

 

Janeiro 04, 2017

Fernando Zocca

 

 

 

Rua do Porto 27 de janeiro de 2016 032.JPG

 

Piracicaba é uma cidade linda. Mas também tem os seus problemas que não são poucos.

Para que o local, onde vivemos, possa ser cada vez melhor, a todos os que nele vivem, seria bom que não nos descuidássemos das atenções e dos bons tratos.

Temos notado, pelas pesquisas e reportagens exibidas na mídia, que a expectativa de vida das pessoas tem aumentado, com o passar do tempo, devido inclusive às conquistas das técnicas médicas, farmacológicas e a difusão do conhecimento.  

Desta forma o aumento da quantidade de pessoas idosas, logo equipará essa categoria às das pessoas adultas e até das mais jovens.

Assim logo a cidade terá tantos idosos quanto adultos, adolescentes e até crianças.

Portanto as áreas de lazer destinadas aos passeios ao ar livre, que oferecem possibilidades para as caminhadas, as corridas, e ao uso dos equipamentos para os exercícios musculares, precisam ser constantemente zelados.

Pode ser que seja pelo motivo da transição no comando da prefeitura que até o presente momento alguns cuidados com a manutenção dos Parques do Piracicamirim e do Santa Cecília não estejam a contento.

Por exemplo: o alambrado da quadra de basquete e futebol de salão, do Parque do Piracicamirim, está totalmente arrombado. Ausentes também estão as redes das tabelas onde o pessoal joga.

No Santa Cecília a ausência do equipamento para os exercícios musculares já causa estranheza.

Não existe neste belo parque os bancos onde possam as pessoas eventualmente descansar observando a paisagem.

Vindo alguém de longe não poderá permanecer por mais tempo do que os usados nos seus ciclos metabólicos. Ou seja, na continência de fazer o número 1, o 2, ou ambos, deve sair rapidamente para não constranger ninguém ao ter de aliviar-se sobre a vegetação.

As lixeiras poderiam ficar mais distantes da torneira e do equipamento de ginástica.

No parque do Piracicamirim, entretanto, há um chuveiro onde os atletas poderão, depois das atividades físicas, refrescar-se.

 

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